Publicidade
Capa / Você Viu

Operação na Venezuela reacende temores entre líderes europeus de interesse de Trump na Gro

Europeus rejeitam intenção de Donald Trump de anexar a Groenlândia

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 22:20 · Atualizado há 6 dias
Operação na Venezuela reacende temores entre líderes europeus de interesse de Trump na Gro
Foto: Reprodução / Arquivo

Europeus rejeitam intenção de Donald Trump de anexar a Groenlândia

Depois de atacar a Venezuela e ameaçar a Colômbia, o presidente dos Estados Unidos decidiu, mais uma vez, intimidar a Groenlândia.

A operação na Venezuela também reacendeu temores após declarações do presidente americano de que gostaria de assumir o controle da Groenlândia, território autônomo que faz parte da Dinamarca.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que o povo da Groenlândia já se manifestou contra uma anexação pelos Estados Unidos, mas que é preciso levar Trump a sério. Se os Estados Unidos atacarem um aliado da Otan, disse ela: "acaba tudo, incluindo a Otan e toda segurança que tivemos desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Líderes europeus demonstraram apoio à posição da Dinamarca. Bruxelas disse que não há qualquer comparação possível entre a Venezuela e a Groenlândia, que faz parte do espaço da Otan e tem a soberania garantida por alianças internacionais.

Entre alertas geopolíticos, a operação dos Estados Unidos na Venezuela reabre um debate antigo: até onde vai a influência americana no continente, e quais são os limites impostos pelo direito internacional.

A porta-voz do governo da França afirmou que Paris não aprova o método utilizado pelos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, disse que a saída de um ditador como Nicolás Maduro é, nas palavras do presidente Emmanuel Macron, uma boa notícia para os venezuelanos. Uma posição que reconhece o resultado, mas condena a forma, diferentemente do sábado, quando as postagens de Macron nas redes sociais comemoravam o fim da ditadura, mas não condenavam a operação militar.

Na Alemanha, o governo do primeiro-ministro Friedrich Merz afirmou que todos, inclusive os Estados Unidos, precisam respeitar o direito internacional, e cobrou explicações sobre a base legal da operação. Como bloco, a Europa evitou um confronto com Washington. A Comissão Europeia afirmou que Maduro não tinha legitimidade democrática e que os acontecimentos abrem uma oportunidade para uma transição, mas destacou que essa transição deve ser conduzida pelo povo venezuelano.

A China adotou um tom mais duro. Pequim condenou o uso da força, disse que a operação viola o direito internacional, põe em risco a estabilidade, e representa uma ameaça à soberania dos Estados da região.

De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

Trump diz não estar em guerra com a Venezuela e descarta eleição em 30 dias

Operação na Venezuela reacende temores sobre interesse de Trump na Groenlândia

Brasil e 21 países condenam ataque americano à Venezuela em reunião da ONU

Maduro se declara inocente das acusações em tribunal dos EUA

'Espero que não venham', diz Nunes sobre migração de venezuelanos para SP

Investidor anônimo lucra cerca de R$ 2 milhões ao prever derrubada de Maduro

Turista é assassinado a tiros dentro de restaurante em Porto de Galinhas

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade