Europeus rejeitam intenção de Donald Trump de anexar a Groenlândia
Depois de atacar a Venezuela e ameaçar a Colômbia, o presidente dos Estados Unidos decidiu, mais uma vez, intimidar a Groenlândia.
A operação na Venezuela também reacendeu temores após declarações do presidente americano de que gostaria de assumir o controle da Groenlândia, território autônomo que faz parte da Dinamarca.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que o povo da Groenlândia já se manifestou contra uma anexação pelos Estados Unidos, mas que é preciso levar Trump a sério. Se os Estados Unidos atacarem um aliado da Otan, disse ela: "acaba tudo, incluindo a Otan e toda segurança que tivemos desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Líderes europeus demonstraram apoio à posição da Dinamarca. Bruxelas disse que não há qualquer comparação possível entre a Venezuela e a Groenlândia, que faz parte do espaço da Otan e tem a soberania garantida por alianças internacionais.
Entre alertas geopolíticos, a operação dos Estados Unidos na Venezuela reabre um debate antigo: até onde vai a influência americana no continente, e quais são os limites impostos pelo direito internacional.
A porta-voz do governo da França afirmou que Paris não aprova o método utilizado pelos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, disse que a saída de um ditador como Nicolás Maduro é, nas palavras do presidente Emmanuel Macron, uma boa notícia para os venezuelanos. Uma posição que reconhece o resultado, mas condena a forma, diferentemente do sábado, quando as postagens de Macron nas redes sociais comemoravam o fim da ditadura, mas não condenavam a operação militar.
Na Alemanha, o governo do primeiro-ministro Friedrich Merz afirmou que todos, inclusive os Estados Unidos, precisam respeitar o direito internacional, e cobrou explicações sobre a base legal da operação. Como bloco, a Europa evitou um confronto com Washington. A Comissão Europeia afirmou que Maduro não tinha legitimidade democrática e que os acontecimentos abrem uma oportunidade para uma transição, mas destacou que essa transição deve ser conduzida pelo povo venezuelano.
A China adotou um tom mais duro. Pequim condenou o uso da força, disse que a operação viola o direito internacional, põe em risco a estabilidade, e representa uma ameaça à soberania dos Estados da região.
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