ONU e países europeus reagem à decisão de Trump de se retirar de 66 organizações
Dirigentes europeus e a ONU reagiram nesta quinta-feira (8) à uma decisão do governo americano. Os Estados Unidos anunciaram que vão se retirar de dezenas de organizações internacionais.
Na lista do presidente Donald Trump estão 66 organizações, convenções e tratados internacionais - 31 das Nações Unidas. Entre eles, a ONU Mulheres, que trabalha pela igualdade de gênero e valorização das mulheres, e o fundo de população, que atua em planejamento familiar e saúde de mães e bebês.
Trump anunciou a retirada também de organizações ambientais, como a associação internacional de energia renovável, o painel intergovernamental sobre mudanças climáticas - o principal órgão científico da ONU para o tema - e a convenção das Nações Unidas sobre mudança do clima - que é a base legal para negociações internacionais sobre o assunto.
Foi graças à convenção - que nasceu há mais de 3 décadas, na Rio-92 - que o mundo pode fechar o histórico Acordo de Paris, em 2015, pra conter o aquecimento global.
“Lamentável e infeliz” - foi como o comissário europeu para o clima, Wopke Hoekstra, classificou a decisão de retirada desse tratado.
Simon, o chefe da ONU para o clima, Simon Stiell, falou em "gol contra colossal”, que vai deixar o Estados Unidos menos seguros e menos prósperos.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o recado é claro: não é mais aceitável enviar a essas instituições o sangue, o suor e o tesouro do povo americano, sem, nas palavras dele, quase nada em troca.
Ao lamentar o anúncio, o porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, lembrou que contribuições que foram aprovadas pela Assembleia Geral são uma obrigação legal para todos os Estados-Membros. O que inclui os Estados Unidos. A ONU afirmou que vai continuar a cumprir seus mandatos.
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