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Obra embargada na Bela Vista deve ser parcialmente demolida por infringir regras do Patrim

Moradores da Bela Vista convivem, há pelo menos um ano, com a presença de uma obra embargada na Rua dos Ingleses.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 21:15 · Atualizado há 2 dias
Obra embargada na Bela Vista deve ser parcialmente demolida por infringir regras do Patrim
Foto: Reprodução / Arquivo

Moradores da Bela Vista convivem, há pelo menos um ano, com a presença de uma obra embargada na Rua dos Ingleses.

A construção foi interrompida após denúncias de irregularidades feitas por vizinhos.

Para dar continuidade à obra, será necessária a demolição parcial do que já foi construído.

Moradores da Bela Vista convivem, há pelo menos um ano, com a presença de uma obra embargada na Rua dos Ingleses. A prefeitura mandou interromper a construção após denúncias de irregularidades feitas por vizinhos.

Segundo o que foi apurado, a obra já havia avançado até o sétimo andar, considerando como referência a Rua Treze de Maio, e até o terceiro andar em relação à Rua dos Ingleses. Nesse trecho do bairro, as construções não podem ultrapassar um metro de altura acima do nível da calçada.

Após o embargo, a construtora apresentou um novo projeto com adequações, que foi submetido aos órgãos de proteção ao patrimônio e aprovado. Para dar continuidade à obra, no entanto, será necessária a demolição parcial do que já foi construído.

Plantas obtidas pelo SP2 indicam que deverão ser demolidas as paredes laterais, para criação de um recuo em relação aos imóveis vizinhos, além de pelo menos três andares acima do limite permitido.

Obra que terá de ser parcialmente demolida na região da Bela Vista após denúncias — Foto: Reprodução/TV Globo

A decisão foi comemorada pela Associação dos Proprietários, Protetores e Usuários de Imóveis Tombados (APPIT), que destacou que a restrição de altura na região existe há mais de 100 anos.

O Morro dos Ingleses é um bairro antigo, tradicional aqui de São Paulo, e há mais de 100 anos existe essa restrição de altura, não podia construir até um metro da calçada. Por questões de segurança, alguns proprietários subiram um pouquinho para poder colocar o automóvel, mas o que fez essa construtora, colocou três andares, é um negócio absurdo

— afirmou Carlos Alberto Dabus Maluf, vice-presidente da APPIT.

Agora, os moradores aguardam o início da demolição e esperam que os transtornos causados pela construção sejam reduzidos, incluindo problemas de segurança, limpeza e uso indevido do espaço.

Naquele local que houve um recuo virou um sanitário público. É só problema, só transtorno.

— O aposentado Eduardo Panten disse que quanto antes a obra sair, melhor para todos.

A prefeitura informou que não recebeu pedido para alvará de demolição parcial do prédio até a última atualização desta reportagem.

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