Apesar de ter afirmado, em nota oficial, que os Estados Unidos ultrapassaram uma “linha inaceitável” ao realizar a ofensiva militar na Venezuela, o presidente Lula não deve adotar um tom mais duro contra Donald Trump ao retornar das férias nesta segunda-feira (5/1).
Auxiliares do presidente avaliam que a iniciativa norte-americana foi equivocada e desrespeitou os princípios da soberania venezuelana. Ainda assim, diante de um momento considerado sensível nas negociações do Brasil com o governo dos Estados Unidos, a tendência é que Lula evite declarações mais contundentes.
Integrantes do Palácio do Planalto avaliam ainda que um discurso mais agressivo poderia prejudicar interesses estratégicos do país, especialmente nas áreas comercial e diplomática. A orientação interna é preservar os canais de diálogo e evitar escaladas retóricas que possam comprometer acordos em andamento.
Sob essa ótica, a postura do presidente deve priorizar a defesa de princípios históricos da política externa brasileira, como a não intervenção e a solução pacífica de conflitos, sem transformar o episódio em um confronto direto com Washington. A estratégia busca equilibrar posicionamento político e pragmatismo diplomático.
Nesse sentido, interlocutores do governo destacam que Lula tem mantido certo distanciamento do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, sobretudo diante do desgaste internacional do regime de Caracas.
Embora o Brasil defenda a soberania da Venezuela e se oponha a intervenções externas, o Palácio do Planalto evita gestos que possam ser interpretados como alinhamento automático ao governo Maduro, buscando preservar a credibilidade do país junto a outros atores da comunidade internacional.
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