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Neurologista explica o que é um AVC e quais são os principais sintomas

O acidente vascular cerebral (AVC) acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou quando há sangramento dentro do órgão. Sem o...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 05:10 · Atualizado há 2 horas
Neurologista explica o que é um AVC e quais são os principais sintomas
Foto: Reprodução / Arquivo

O acidente vascular cerebral (AVC) acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou quando há sangramento dentro do órgão. Sem oxigênio e nutrientes, as células cerebrais começam a morrer em poucos minutos.

Por isso, identificar os sinais precocemente e buscar ajuda imediata é decisivo para o tratamento e para a recuperação. Segundo o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, os sintomas costumam surgir de forma súbita, “de uma hora para outra”, e nunca devem ser ignorados.

Uma maneira simples e eficaz de reconhecer um AVC nos minutos iniciais é usar a sigla SAMU, que ajuda a identificar alterações típicas do quadro:

Além dos sinais clássicos, existem manifestações que muitas pessoas não associam imediatamente ao AVC, mas que também podem indicar um evento em andamento.

Segundo o neurologista Felipe Barros, do Hospital Sírio-Libanês, entre elas estão a perda de metade da visão, tontura intensa que começa de repente e não melhora mesmo parado, fraqueza súbita em uma das pernas e formigamento em metade do corpo.

Quanto mais cedo o paciente chega ao hospital, maiores são as chances de tratamento eficaz e menores os riscos de sequelas. Existem terapias que podem ser realizadas até quatro horas e meia após o paciente ter sido visto bem pela última vez.

Em alguns casos específicos, outros procedimentos podem ser indicados entre oito e até 24 horas, dependendo do tipo de AVC e das condições clínicas. Por isso, esperar os sintomas “passarem” pode significar a perda de uma janela preciosa de tratamento.

O acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC ou derrame cerebral, é a interrupção do fluxo de sangue para alguma região do cérebro

O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico

Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala

O derrame cerebral não tem cura, entretanto, pode ser prevenido em grande parte dos casos. Quando isso acontece, é possível investir em tratamentos para melhora do quadro e em reabilitação para diminuir o risco de sequelas

Na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos, entretanto, também é possível acometer jovens. A doença pode acontecer devido a cinco principais causas

Tabagismo e má alimentação: é importante adotar uma dieta mais saudável, rica em vegetais, frutas e carne magra, além de praticar atividade física pelo menos 3 vezes na semana e não fumar

Pressão alta, colesterol e diabetes: deve-se controlar adequadamente essas doenças, além de adotar hábitos de vida saudáveis para diminuir seus efeitos negativos sobre o corpo, uma vez que podem desencadear o AVC

Defeitos no coração ou vasos sanguíneos: essas alterações podem ser detectadas em consultas de rotina e, caso sejam identificadas, devem ser acompanhadas. Em algumas pessoas, pode ser necessário o uso de medicamentos, como anticoagulantes

Drogas ilícitas: o recomendado é buscar ajuda de um centro especializado em drogas para que se possa fazer o processo de desintoxicação e, assim, melhorar a qualidade de vida do paciente, diminuindo as chances de AVC

Aumento da coagulação do sangue: doenças como o lúpus, anemia falciforme ou trombofilias; doenças que inflamam os vasos sanguíneos, como vasculites; ou espasmos cerebrais, que impedem o fluxo de sangue, devem ser investigados

De acordo com Espíndola, sensações leves, como um formigamento passageiro ou um borramento visual rápido, são comuns no dia a dia e, na maioria das vezes, não indicam um AVC.

O alerta surge quando essas alterações atingem grandes áreas, como braço, perna e metade do rosto ao mesmo tempo, ou quando o problema visual afeta metade do campo de visão e não melhora. Nessas situações, a orientação é não minimizar o quadro e procurar atendimento imediatamente.

A dificuldade súbita para levantar um braço, uma perna ou realizar tarefas simples — como vestir uma roupa — pode ser um sinal claro de que algo mudou.

Diante de qualquer suspeita, a recomendação dos neurologistas é clara: ligar para o SAMU (192) sem demora. Reconhecer o AVC rapidamente pode salvar vidas e preservar funções essenciais do cérebro.

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