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MP-MA ouve vereadores de Turilândia sobre desvio de R$ 56 milhões da prefeitura

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) começou a ouvir, nesta quinta-feira (8), os 11 vereadores de Turilândia investigados por participação em um esquema ...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 12:45 · Atualizado há 1 dia
MP-MA ouve vereadores de Turilândia sobre desvio de R$ 56 milhões da prefeitura
Foto: Reprodução / Arquivo

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) começou a ouvir, nesta quinta-feira (8), os 11 vereadores de Turilândia investigados por participação em um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões da Prefeitura de Turilândia.

Os depoimentos estão sendo realizados de forma virtual, a partir das 9h.

De acordo com o MP-MA, os parlamentares teriam recebido juntos R$ 2,3 milhões.

Entre os que mais receberam, segundo as apurações, estão José Ribamar Sampaio (R$ 405 mil), Inailce Nogueira Lopes (R$ 368 mil) e Mizael Brito Soares (R$ 122 mil), todos do União Brasil.

Segundo as investigações, empresas de fachada foram criadas para participar de licitações fraudulentas. Elas emitiam notas fiscais por serviços que não eram executados, mas pagos pela prefeitura.

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) começou a ouvir, nesta quinta-feira (8), os 11 vereadores de Turilândia investigados por participação em um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões da Prefeitura de Turilândia, no interior do Maranhão. Os depoimentos, que estão sendo realizados de forma virtual, começaram por volta das 9h.

De acordo com o MP-MA, os parlamentares teriam recebido juntos R$ 2,3 milhões. Entre os que mais receberam, segundo as apurações, estão José Ribamar Sampaio (R$ 405 mil), Inailce Nogueira Lopes (R$ 368 mil) e Mizael Brito Soares (R$ 122 mil), todos do União Brasil. Veja mais abaixo a ordem dos depoimentos.

Segundo as investigações, empresas de fachada foram criadas para participar de licitações fraudulentas. Elas emitiam notas fiscais por serviços que não eram executados, mas pagos pela prefeitura. Em troca, vereadores recebiam dinheiro para não cobrar prestação de contas ou aprová-las sem questionamentos.

Após serem adiadas duas vezes, as oitivas com o prefeito Paulo Curió e a primeira-dama estão previstas para sexta-feira (9), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em São Luís.

Na semana do Natal, 21 pessoas foram presas, incluindo o prefeito, a primeira-dama e todos os vereadores da cidade. Os vereadores estão em prisão domiciliar, enquanto os demais investigados permanecem no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Tânia Mendes (vice-prefeita) e 11 vereadores de Turilândia estão envolvidos em desvios de dinheiro público, segundo o MP-MA — Foto: Divulgação/Câmara de Turilândia

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), dos investigados, apenas Gerusa prestou depoimento e negou participação no esquema. De acordo com as investigações, ela auxiliava na gestão financeira dos recursos desviados e ocultava a não realização de contratos firmados entre a Prefeitura de Turilândia e as empresas envolvidas.

Ainda de acordo com o MP-MA, os outros cinco investigados ouvidos não responderam às perguntas, exercendo o direito constitucional de permanecer calados durante os interrogatórios. Os depoimentos foram realizados durante toda a manhã, na sede do MP em São Luís. Também foram ouvidos:

Da esquerda para a direita - Eustáquio Diego Fabiano Campos (médico); Gerusa de Fátima Nogueira Lopes (chefe do Setor de Compras); Wandson Jonath Barros (contador); Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira (pregoeira do Município); Janaína Soares Lima (ex-vice-prefeita) e Marlon de Jesus Arouche Serrão (marido da ex-vice-prefeita). — Foto: Reprodução/TV Mirante

Segundo o MP-MA, foram desviados mais de R$ 56 milhões por meio de empresas criadas de forma fictícia pelo prefeito e seus aliados. O grupo atuava de forma hierarquizada, com divisão clara de tarefas entre agentes políticos, operadores financeiros e empresários.

Há indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do prefeito Paulo Curió, entre 2021 e 2025.

Veja abaixo como era a participação do prefeito, da vice, e de outros agentes políticos, segundo o Ministério Público.

De acordo com a investigação, o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió (União Brasil), era uma liderança na organização criminosa e destinatário de grande parte dos valores desviados. No esquema, ele atuava como:

emitiam notas fiscais sem a correspondente prestação de serviços, devolvendo a maior parte dos valores ao núcleo político da organização

— Em um dos trechos citados na decisão, o Ministério Público afirma que o esquema funcionava por meio da chamada “venda de notas fiscais”, em que empresas contratadas .

Tânia Karla Cardoso Mendes Mendonça, vice-prefeita de Turilândia, aparece nos autos como integrante do núcleo empresarial e operacional da organização criminosa. Segundo o MP, ela era:

dar aparência de legalidade às contratações e facilitar a lavagem de capitais

— A Justiça aponta que pessoas como Tânia Mendes eram essenciais para . Ela não é apontada como líder, mas como peça ativa na execução prática das fraudes.

A ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima é apontada como peça central do esquema, especialmente no núcleo empresarial. Ela teria atuado como controladora de fato do Posto Turi, empresa que mais recebeu recursos do município. Ela ainda:

Segundo os autos, diálogos interceptados mostram que Janaina tratava os valores retidos como um “imposto” dentro do esquema, além de cobrar diretamente o prefeito pela liberação de pagamentos.

Janaína e seu marido, Marlon Zerrão - que é tio da atual vice-prefeita - tiveram um papel central no desvio de recursos. O Posto Turi recebeu R$ 17.215.000,00 dos cofres públicos de Turilândia, segundo o MP-MA.

Janaína e Marlon firmaram um acordo com o prefeito Paulo Curió para reter 10% dos valores dos contratos do Posto Turi. Esse valor era destinado ao pagamento da faculdade de medicina de Janaína Lima, enquanto os 90% restantes eram entregues ao prefeito ou a quem ele indicasse.

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