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Moradores bloqueiam BR-222 após ordem de despejo de residencial, em Marabá, no PA

Moradores do Residencial Magalhães bloquearam a ponte rodoferroviária na BR-222, em Marabá, sudeste do Pará, na manhã desta terça-feira (10). A manifestação...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/02/2026 às 14:40 · Atualizado há 4 dias
Moradores bloqueiam BR-222 após ordem de despejo de residencial, em Marabá, no PA
Foto: Reprodução / Arquivo

Moradores do Residencial Magalhães bloquearam a ponte rodoferroviária na BR-222, em Marabá, sudeste do Pará, na manhã desta terça-feira (10).

A manifestação foi uma resposta à ordem judicial que determinou a desocupação do conjunto habitacional em 15 dias.

Moradores de residencial protestam em Marabá, no Pará

Moradores do Residencial Magalhães bloquearam a ponte rodoferroviária na BR-222, em Marabá, sudeste do Pará, na manhã desta terça-feira (10). A manifestação foi uma resposta à ordem judicial que determinou a desocupação do conjunto habitacional em 15 dias.

O protesto interditou a ligação entre os núcleos São Félix e Nova Marabá, causando engarrafamentos quilométricos nos dois sentidos da rodovia. Mais de 200 famílias ocupam irregularmente o residencial e alegam não ter para onde ir.

Os manifestantes usaram pneus e cones para fechar completamente a rodovia nas primeiras horas da manhã. A Polícia Militar e o Detran acompanharam o protesto. Posteriormente, o bloqueio passou a funcionar no sistema pare e siga, liberando o tráfego a cada 10 minutos.

O impacto no trânsito foi imediato. Motoristas relataram ter perdido compromissos importantes devido à interdição.

Mateus Rufino, auxiliar de farmácia, disse que precisava ir para Parauapebas trabalhar e chegaria atrasado ao emprego. "Agora vou chegar com atraso e nem sei como vou explicar isso", desabafou.

Anelita de Souza, atendente de supermercado, também foi prejudicada. "A manifestação me atrasou para chegar no trabalho. Eu avisei lá o que estava acontecendo", relatou.

A notificação de desocupação foi entregue no dia 7 de fevereiro por uma oficial da Justiça Federal com apoio policial. O processo judicial se arrasta desde 2019 e agora chegou à fase de execução da ordem de despejo.

Entre os moradores, há famílias com crianças e pessoas com necessidades especiais. A aposentada Antônia Maria Lustosa tem um filho autista e demonstrou desespero com a situação. "Eu tenho um filho autista e com essa ordem de desocupação eu não sei o que fazer, porque não tenho para onde ir", disse.

As famílias afirmam que manterão a mobilização até conseguirem uma resposta das autoridades sobre uma solução para o impasse habitacional.

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