10/01/2026 23:11, atualizado 10/01/2026 23:11
Neste sábado (10/1), dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Minneapolis, nos Estados Unidos, mais uma vez para protestar contra agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) após a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, durante uma operação federal na cidade. Os manifestantes marcharam em direção à rua onde Renee foi baleada.
Protestos com o lema ICE Out for Good (ICE fora de uma vez por todas, em português) também ocorreram em outros estados além de Minnesota, como Kansas, Novo México, Ohio, Flórida e Texas. Mais de mil manifestações foram planejadas em todo o país até este domingo (11/1).
THIS IS HOW YOU RESIST!✊🏾🇺🇲 pic.twitter.com/eWwReeHvpS
— BrooklynDad_Defiant!☮️ (@mmpadellan) January 10, 2026
Manifestantes também se reuniram na frente da Casa Branca, sede do governo dos EUA, em Washington, D.C.
Anti Ice protest outside the White House today. On a rainy Saturday pic.twitter.com/044qFp0eph
— Bryan Lazarus (@BryanBetan75949) January 10, 2026
Os atos deste sábado se somam aos que vem acontecendo desde quarta-feira (7/1), quando Good foi baleada na cabeça e morta.
Ela dirigia um carro SUV quando foi abordada por agentes do ICE, que tentavam abrir a porta do veículo. Em seguida, o automóvel se move, tiros são disparados, o carro avança e acaba colidindo com um poste. A americana tinha 37 anos, era poeta, escritora, guitarrista, mãe e morava em Mineápolis com a companheira.
O órgão afirmou que um agente disparou “em legítima defesa”, mas a versão oficial é contestada por autoridades locais. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, classificou a alegação federal contra a vítima como “uma grande mentira” e disse que os agentes estão “tentando justificar como ação de legítima defesa”.
Renee Good, mulher morta a tiros nos EUA por agentes do ICE
Na noite dessa sexta-feira (9/1), um protesto em frente a um hotel de Minneapolis que abriga agentes do ICE terminou em confusão depois que manifestantes atiraram gelo, neve e pedras contra policiais.
De acordo com o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, um policial sofreu ferimentos leves após ser atingido por um pedaço de gelo, e 29 pessoas foram autuadas e liberadas.
O Departamento de Investigação de Minnesota afirmou que os promotores do estado decidiram que vão fazer sua própria investigação sobre o caso. A atitude foi tomada depois que o FBI excluiu o órgão das investigações acerca do assassinato de Renee.
A procuradora do Condado de Hennepin, Mary Moriarty, e o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, anunciaram a revisão. “Com base em experiências anteriores com os processos do FBI, estamos preocupados com o fato de que as provas obtidas em uma investigação conduzida exclusivamente em nível federal não sejam compartilhadas com nosso escritório para análise,” afirmou Moriarty em coletiva de imprensa.
O FBI revogou o acesso ao processo, às evidências da cena do crime (como o carro de Renee) e aos depoimentos de testemunhas. O bloqueio causou estranheza, já que o estado e o governo federal americano trabalharam juntos na investigação da morte de George Floyd, que também foi morto por policiais em Minneapolis, em 2020.
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