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Menopausa pode causar "ombro congelado"? Médico explica

Dor intensa no ombro e dificuldades para levantar o braço, pentear o cabelo ou até vestir uma blusa têm sido queixas frequentes entre mulheres a partir dos 4...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/01/2026 às 08:15 · Atualizado há 6 dias
Menopausa pode causar "ombro congelado"? Médico explica
Foto: Reprodução / Arquivo

Dor intensa no ombro e dificuldades para levantar o braço, pentear o cabelo ou até vestir uma blusa têm sido queixas frequentes entre mulheres a partir dos 40 anos. Em muitos casos, esses sintomas surgem durante a menopausa e levantam uma dúvida comum: essa fase da vida pode causar o chamado “ombro congelado”?

Segundo o ortopedista Kaleu Costa Nery, a resposta é mais complexa do que um simples sim ou não. A menopausa, por si só, não é a causa direta do “ombro congelado”, mas está associada a mudanças hormonais que podem favorecer o surgimento do problema.

Nessa fase, o corpo passa por alterações que aumentam o risco de inflamação e rigidez na articulação do ombro, dando a sensação de que ele está travado

— explica o profissional.

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Esse quadro, tecnicamente conhecido como capsulite adesiva, tende a aparecer com mais frequência nessa etapa da vida justamente por conta dessas transformações no organismo.

Dor no ombro que não passa e braço que não sobe não são normais

— A dor persistente e a limitação de movimento, no entanto, não devem ser encaradas como algo normal, nem mesmo durante a menopausa. , alerta o especialista.

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Além do desconforto físico, o problema pode ter impacto direto na rotina. Atividades profissionais, tarefas domésticas e até o sono podem ser prejudicados. Algumas condições associadas, como diabetes, alterações na tireoide, estresse elevado e noites mal dormidas, também podem agravar o quadro e prolongar os sintomas.

Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença. De acordo com Kaleu Costa Nery, quanto mais cedo a mulher busca atendimento médico, maiores são as chances de recuperação. Na maioria dos casos, o tratamento envolve fisioterapia bem orientada, associada ao acompanhamento médico.

A orientação é clara: sinais persistentes de dor e limitação de movimento não devem ser ignorados. Identificar o problema cedo e iniciar o tratamento adequado pode evitar meses de sofrimento e permitir que a mulher atravesse essa fase da vida com mais qualidade e autonomia.

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