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Memorial da Democracia para lembrar ataque de 8/1 não saiu do papel

Os ataques antidemocráticos contra a República cometidos em 8 de janeiro de 2023 completam três anos nesta quinta-feira (8/1). Um dia que marcou a história d...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 04:40 · Atualizado há 3 horas
Memorial da Democracia para lembrar ataque de 8/1 não saiu do papel
Foto: Reprodução / Arquivo

Os ataques antidemocráticos contra a República cometidos em 8 de janeiro de 2023 completam três anos nesta quinta-feira (8/1). Um dia que marcou a história do Brasil e que jamais poderá ser esquecido pela sociedade.

Para materializar a memória do ataque e alocar as obras restauradas que foram vandalizadas nas invasões, o governo federal anunciou, em janeiro de 2023, que seria construído o Memorial da Democracia, para relembrar os atos de 8 de janeiro. No entanto, o Museu ainda não saiu do papel.

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Horda lota Praça dos Três Poderes durante ataque no 8 de janeiro

Vândalos destruiram vidraças, obras de arte e estruturas públicas

Segundo o Ministério da Cultura (MinC), que coordena o processo, um recurso de R$ 40 milhões já foi assegurado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e as obras do Museu deveriam começar em 2025. No entanto, no local anunciado para a estrutura, não há sinais qualquer sinal de obra ou outras intervenções.

Após várias tratativas entre o MinC e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), foi definido que o Museu será construído no setor cultural, lado Norte da Esplanada dos Ministérios, ao lado do Teatro Nacional Claudio Santoro

— informou o MinC em janeiro de 2024, um ano após o anúncio inicial.

Esse memorial é para deixar marcado para que não ocorra outra violência desse tipo contra nossa democracia

— A comunicação pública sobre a construção do Memorial da Democracia foi feita pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante a solenidade de posse de Leandro Grass como presidente do Iphan, em 31 de janeiro de 2023. , disse a ministra na época.

O Ministério da Cultura foi procurado pelo Metrópoles para detalhar qual a situação atual da obra do museu, mas não retornou.

A destruição dos prédios sede dos Três Poderes em Brasília em 8 de janeiro gerou um prejuízo de mais de R$ 26 milhões, segundo a Procuradoria Geral da República (PGR).

O valor inclui o dano patrimonial, além da vandalização de estruturas, obras de arte e presentes históricos que o Brasil recebeu ao longo da história. A título de exemplo, apenas a obra “As Mulatas”, de Di Cavalcanti — rasgada a facadas durantes o ataque — foi avaliada em R$ 8 milhões.

Entre as obras atacadas que se tornaram símbolo da destruição está o relógio de Balthazar Martinot, dado a Dom João VI pela Corte Francesa. No ano passado, o relógio já restaurado, voltou ao Palácio do Planalto.

Ao Metrópoles o Iphan detalhou que uma parceria com a Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e a Diretoria Curatorial dos Palácios Presidenciais (DCPP), com investimentos de aproximadamente R$ 2,2 restaurou 20 obras, que foram incorporadas ao acervo presidencial no ano passado.

Obras vandalizadas no 8/1 são restauradas e incorporadas ao acervo da Presidência da República

Obras vandalizadas no 8/1 são restauradas e incorporadas ao acervo da Presidência da República

Na esfera criminal, os mentores da trama golpista que culminou no atentado de 8 de janeiro foram condenados pela primeira Turma do STF. Jair Bolsonaro, ex-presidente da República foi apontado como o líder da organização criminosa que tentou o golpe de Estado. Ministros, e chefes de estado também foram condenados, assim como militares de alta patente. Essa foi a primeira vez na história do Brasil que generais foram condenados por tentativa de golpe de Estado.

Entre os presos estão o General Augusto Heleno, que era chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), durante a gestão de Bolsonaro; o Almirante Almir Garnier, ex-chefe da Marinha; e Anderson Torres, que foi ministro da Justiça de Bolsonaro e era secretário de Segurança Pública do DF no dia do atentado.

Cinco Policiais Militares do DF também foram condenados por omissão durante o atentado do 8/1.

Além dos mentores e autoridades públicas, 1.734 pessoas foram denunciadas pela PGR ao STF.

Sob a coordenação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um evento será realizado nesta quinta-feira (8/1) no Palácio do Planalto para relembrar os atos antidemocráticos. A expectativa é que durante a solenidade, Lula assine os vetos do PL da Dosimetria.

Um esquema de segurança foi montado pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) e a via N1 será fechada para carros durante o ato. 

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