Parar de beber por um mês, como propõe o movimento Janeiro Seco, pode gerar mudanças visíveis no intestino e no bem-estar geral. O álcool, explica o coloproctologista Danilo Munhóz, irrita o trato digestivo, provoca azia, refluxo e, dependendo do organismo, alterna episódios de diarreia, fezes mais soltas ou constipação.
Quando a pessoa suspende o álcool por algumas semanas, é comum notar menos queimação, menos estufamento e desconforto após as refeições, além de uma sensação de ‘desinchar’
— diz Munhóz. Segundo ele, isso acontece por conta da redução da inflamação, menor retenção de líquidos e, muitas vezes, ingestão calórica total menor.
O intestino também conversa constantemente com o fígado. Sem o álcool, o órgão consegue se recuperar de sobrecarga, ajudando o metabolismo e equilibrando o organismo.
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Além disso, o consumo frequente de álcool pode desequilibrar a microbiota intestinal e aumentar a permeabilidade da mucosa, favorecendo inflamação sistêmica. Parar de beber, aliado a hábitos saudáveis, cria um ambiente mais favorável para as bactérias benéficas
— completa o coloproctologista.
Para aproveitar os benefícios do Janeiro Seco, Munhóz recomenda hidratação adequada, alimentação rica em fibras, frutas e legumes, redução de ultraprocessados e prática regular de atividades físicas.
Ele ressalta que pessoas com dependência de álcool não devem interromper o consumo abruptamente, pois a abstinência pode ser perigosa. Para a maioria, porém, a pausa de um mês permite perceber de forma prática como o álcool influencia o intestino, o sono, o peso e a disposição.
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