O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o Irã reagirá com força a qualquer intervenção militar dos Estados Unidos, considerando alvos legítimos as bases americanas e os territórios ocupados.
Ameaças de retaliação
Durante uma sessão do Parlamento, Ghalibaf afirmou que, caso os Estados Unidos realizem um ataque militar, tanto os territórios ocupados quanto as bases militares e portuárias dos EUA serão considerados alvos legítimos. Ele fez essa declaração em um vídeo divulgado por veículos de comunicação locais, reforçando a posição do Irã em relação a possíveis intervenções.
Contexto dos protestos no Irã
A declaração de Ghalibaf ocorre em um momento de intensa repressão a protestos no Irã, que começaram em resposta à inflação crescente. Segundo a ONG de direitos humanos Hrana, pelo menos 65 pessoas já perderam a vida, incluindo 50 manifestantes e 15 membros das forças de segurança. O número de detidos chega a 2.300, enquanto a Guarda Revolucionária classifica os manifestantes como "terroristas".
Reação dos EUA e tensões regionais
Os comentários de Ghalibaf surgem após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que os Estados Unidos estão "prontos para ajudar" os manifestantes iranianos. Trump também advertiu que o Irã estava "em sérios problemas" e que poderia ordenar ataques militares. As autoridades iranianas, por sua vez, acusam os EUA e Israel de incitar os protestos, que se tornaram políticos, exigindo o fim do regime clerical.
Destaques:
- Ghalibaf ameaça retaliar a qualquer intervenção militar dos EUA.
- Protestos no Irã resultaram em 65 mortes e 2.300 detenções.
- Tensões aumentam com declarações de Trump sobre o apoio aos manifestantes.