Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, referentes ao mês de dezembro, serão divulgados nesta sexta-feira (9/1), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mercado financeiro, a expectativa é de uma nova alta, no entanto, no acumulado do ano, a expectativa é que resultado venha abaixo do teto da meta, de 3%.
Em novembro, o IPCA registrou alta de 0,18%, influenciado pelo aumento dos preços no item “despesas pessoais”. Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,41%, dentro do teto da meta (4,50%).
O mercado financeiro tem expectativas de alta para a inflação em dezembro. Para o Banco Daycoval, o índice deve subir 0,35% e encerrar o ano em 4,3%, abaixo do teto da meta.
Projetamos alta de 0,35% para o IPCA de dezembro, com a pressão em serviços sendo puxada, principalmente, pela forte elevação das passagens aéreas, movimento típico da sazonalidade de fim de ano. No acumulado de 2025, a inflação deve encerrar o período em 4,3%, situando-se abaixo do teto da meta
— afirma a instituição.
Além disso, além das passagens aéreas, segundo analistas da Daycoval, os itens intensivos em trabalho, como o setor de comércio e serviços, devem continuar pressionando o resultado. Apesar disso, os serviços subjacentes tende a apresentar comportamento mais acomodado, favorecido por itens como serviços bancários, cinema e serviços automotivos.
Já para o economista do ASA, Leonardo Costa, o IPCA deve apresentar aceleração um pouco menor, de 0,31%, com destaque para o setor de serviços, que apresenta alta mais forte, apesar de sazonal, das passagens aéreas.
A expectativa é de que a média dos núcleos avance e registre um balanço qualitativo pior que o registrado nos últimos 3 meses; o que não deve alterar a expectativa de corte de juros pelo Banco Central no 1º trimestre de 2026, haja vista um quadro conjuntural doméstico mais favorável nos últimos meses
— diz.
Apesar da inflação estar dentro do banda superior da meta, o BC tem sido firme em suas comunicações e afirma que vai perseguir o centro, de 3%, mesmo que isso signifique manter os juros em alta por “período bastante prolongado”.
O patamar de juros atual é de 15%, considerado elevado por especialistas. Apesar disso, o Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa de juros, não deu indicações de quando deve começar o ciclo de flexibilização monetária.
A expectativa é que o anúncio da redução acontecesse na primeira reunião do ano, no final de janeiro, no entanto, não existem indicativos de que isso deve acontecer. Analistas esperam que a redução da taxa aconteça ainda no primeiro semestre de 2026.
A inflação é um dos índices analisados pelos diretores do BC para decidir o rumo da política monetária do país. Se a autoridade monetária identifica que o indicador está acima do esperado, pode segurar os juros em patamar elevado por mais tempo.
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