O mestre de obras Odenir Gomes Pedroso, na época com 73 anos, desapareceu no dia 1º de janeiro de 2010, minutos depois de a filha caçula chamá-lo para o almoço.
O caso permaneceu sem solução por 15 anos, período marcado por incertezas e sofrimento para a família, que não sabia o paradeiro dele.
A resposta só veio em 30 de dezembro de 2025. Segundo a Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC), Odenir morreu cerca de 15 dias após o desaparecimento, vítima de um atropelamento ocorrido nas proximidades da casa de uma de suas filhas, mas até então, não havia sido identificado.
Odenir desapareceu em 1º de janeiro de 2010 e foi encontrado morto 15 anos depois.
O mestre de obras Odenir Gomes Pedroso, na época com 73 anos, desapareceu no dia 1º de janeiro de 2010, minutos depois de a filha caçula chamá-lo para o almoço. O caso permaneceu sem solução por 15 anos, período marcado por incertezas e sofrimento para a família, que não sabia o paradeiro dele.
A resposta só veio em 30 de dezembro de 2025. Segundo a Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC), Odenir morreu cerca de 15 dias após o desaparecimento, vítima de um atropelamento ocorrido nas proximidades da casa de uma de suas filhas, mas até então, não havia sido identificado.
Ao g1, Maira Nunes Bismark, a filha mais nova, contou que nunca desistiu de procurar pelo pai. Durante todos esses anos, ela afirmou que comparecia anualmente ao Núcleo de Desaparecidos da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para confirmar que o caso seguia ativo.
Odenir Gomes Pedroso desapareceu no dia 1º de janeiro de 2015, após pedir um prato de comida à filha caçula. — Foto: Reprodução
Na época do desaparecimento, Maira tinha cerca de 25 anos. Ela relatou que costumava aguardar notícias do pai em uma praça do bairro, após moradores afirmarem que o tinham visto circulando pela região.
A filha caçula lembra com precisão o dia em que o pai desapareceu. Na noite de 31 de dezembro de 2009, a mãe de Maíra, Lourdes Nunes Bismark, foi até a casa da família para comemorar a virada do ano. Odenir, no entanto, preferiu ficar em casa, já que tinha o costume de dormir cedo.
No dia seguinte, a rotina seguia normalmente. Na hora do almoço, Lourdes pediu que a filha chamasse o pai para comer. Maíra contou que foi até a sala, tentou falar com o pai, mas ele não respondeu. Ela então voltou à cozinha para preparar um prato de comida para ele e, cerca de dez minutos depois, ao retornar, percebeu que o pai já não estava mais no local.
Para Maíra, o pai pode ter passado mal de forma repentina e decidido ir até a casa da filha mais velha, Vanuza. Segundo ela, era comum que Odenir saísse sem avisar, o que costumava preocupar a família, especialmente porque ele havia sofrido um traumatismo craniano anos antes.
O acidente ocorreu durante o trabalho, quando ele caiu de uma escada, fraturou uma perna e sofreu o traumatismo. Apesar da gravidade, Maíra relata que o pai levou uma vida normal após o ocorrido: trabalhava, saía de casa e utilizava transporte público sozinho.
Às vezes, ele voltava a ser criança
— Ela contou, no entanto, que o pai se aposentou após o acidente, devido às dificuldades de locomoção. Além disso, em alguns períodos, Odenir apresentava episódios de debilidade e lapsos de consciência. , disse.
A hipótese levantada por Maíra ganhou força após a localização do corpo. Vanuza, a filha mais velha da família morava no bairro Jardim Industriário, mesma região onde Odenir foi encontrado morto no dia 16 de janeiro de 2010, 15 dias após o desaparecimento. A Politec informou que Odenir morreu vítima de atropelamento.
Apesar de o corpo ter sido encontrado 15 dias depois, não foi possível confirmar a identidade de Odenir naquele momento. No dia do desaparecimento, ele saiu de casa sem carteira, telefone ou qualquer documento. Ele foi sepultado sem nome em um cemitério público.
Como a família já estava acostumada às saídas inesperadas do pai, não houve inicialmente a preocupação em registrar um boletim de ocorrência, que foi realizado apenas em 2015.
Adilson Bismark Pedroso, que, segundo Maira, era o filho mais parecido com Odenir. — Foto: Reprodução
Odenir e Lourdes tiveram nove filhos juntos. Eles se conheceram em uma praça há cerca de 55 anos atrás. O casal chegou a passar um período separado, mas, após o acidente de trabalho, voltaram a morar juntos. Maíra contou que, por viver próximo, mantinha contato frequente com o pai, assim como o irmão Adilson Bismark Pedroso, que, segundo ela, era o filho mais parecido com Odenir.
A esposa e um dos filhos de Odenir morreram antes de receber a confirmação sobre o paradeiro dele. Ainda assim, Maíra relatou que tanto a mãe quanto o irmão nunca deixaram de sentir saudade e de relembrar o pai, questionando o que poderia ter acontecido.
Eu abraçava ele e ouvia ele dizer bem baixinho que queria bolacha
— O filho de Maíra, Pablo Henrique Bismark da Cruz, hoje com 20 anos, também conviveu com Odenir durante a infância. Ela contou que os dois mantinham uma 'guerra pelas bolachas', já que o avô costumava pedir uma parte do lanche do neto. , contou.
Ainda criança, Pablo costumava esconder as bolachas para que o avô não visse. Maíra contou que não adiantava oferecer um lanche diferente: Odenir observava atentamente e dizia: “Eu quero aquela ali, ó”, apontando para a bolacha do neto.
O filho de Maíra, Pablo Henrique Bismark da Cruz, hoje com 20 anos, também conviveu com Odenir durante a infância. — Foto: Reprodução
A primeira fase do processo é a identificação do corpo que chega ao IML ou está no sistema como sem identificado. A coordenadora do projeto "Lembre de mim" e papiloscopista do IML, Simone Delgado, conta como este processo é realizado.
A base biométrica utilizada para a identificação do corpo e da própria família é atualizada através dos documentos emitidos no estado. Por exemplo, ao atualizar o Registro Geral (RG), todos precisam tirar uma foto. Ao emitir o documento pela primeira vez, são coletadas as impressões digitais dos dez dedos. Estes dados (foto e impressão digital) também são utilizados para identificar os corpos no IML. Após a identificação do corpo, o próximo passo é rastrear os familiares.
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