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Herdeiro do último monarca do Irã convoca greve geral no país

Reza Ciro Pahlavi, príncipe herdeiro do último Xá que governou o Irã, convocou uma greve nacional em meio à recente crise no país. Apesar de estar exilado no...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 11:20 · Atualizado há 6 dias
Herdeiro do último monarca do Irã convoca greve geral no país
Foto: Reprodução / Arquivo

Reza Ciro Pahlavi, príncipe herdeiro do último Xá que governou o Irã, convocou uma greve nacional em meio à recente crise no país. Apesar de estar exilado nos Estados Unidos (EUA), neste sábado (10/1), ele também fez um apelo para a continuidade dos protestos.

colocar a República Islâmica e seu aparato de repressão desgastado e frágil de joelhos

— O objetivo da mobilização, disse o político iraniano, é pressionar o atual governo para .

Os recentes protestos no Irã acenderam esperança no herdeiro político do último monarca que governou o país entre 1941 e 1979. Na época, o pai de Ciro Reza Pahlavi foi deposto justamente após manifestações de iranianos contrários a práticas abusivas, corrupção e repressão estatal.

Depois da revolução que colocou o aiatolá Ruhollah Khomeini no poder, a família Pahlavi buscou exílio nos EUA. Com a morte do pai em 1980, Ciro Reza Pahlavi é atualmente o último herdeiro do trono iraniano, e atua como oposição a partir do exterior. Seu objetivo declarado é restabelecer um novo governo no Irã, que vive há mais de quatro décadas sob um regime teocrático.

A principal reivindicação dos protestos no Irã diz respeito a grave situação econômica do país, que viu a moeda se desvalorizar e o custo de vida aumentar no último ano. As manifestações começaram em 28 de dezembro, na capital Teerã, e rapidamente se espalharam por outras cidades iranianas.

Na visão de autoridades de Teerã, os protestos têm sido patrocinados por atores estrangeiros, como os EUA, com o objetivo de desestabilizar o país. Por isso, forças de segurança foram enviadas às ruas para reprimir manifestantes. Desde então, 42 pessoas foram mortas durante combates. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), 34 das vítimas fatais eram civis e outras oito integravam o aparato estatal do Irã.

Mesmo pressionado, o aiatolá Ali Khamenei afirmou que não “vai recuar” apesar das manifestações violentas de opositores do governo.

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