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Grupo de mulheres da várzea se mobiliza contra feminicídio

Coletivo Mulheres da Várzea homenageia vítimas e promove ações de conscientização.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 11/01/2026 às 08:50 · Atualizado há 4 dias
Grupo de mulheres da várzea se mobiliza contra feminicídio
Foto: Reprodução / Arquivo

Um grupo de mulheres ligadas ao futebol de várzea em São Paulo tem se mobilizado nos últimos quatro anos contra a crescente violência de gênero no Brasil, homenageando vítimas como Tainara Souza Santos e Eliza Samudio.

A luta contra a violência de gênero

O coletivo Mulheres da Várzea, fundado por Sandra Aparecida Pereira, de 57 anos, tem se destacado por sua atuação em prol dos direitos das mulheres. Desde 2022, o grupo levanta a bandeira contra a violência de gênero, muito antes da repercussão nacional do caso de Tainara. Sandra já participou de mais de 100 torneios de futebol de várzea, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, e destaca que a luta não é apenas das torcedoras, mas também de árbitras, cozinheiras e treinadoras.

Homenagens e manifestações

Recentemente, o coletivo homenageou Tainara Souza Santos, que foi vítima de feminicídio, em um ato realizado na Marginal Tietê, local do crime. Tainara foi atropelada e arrastada pelo ex-namorado, falecendo após um mês internada. Sandra enfatiza que o ato foi uma mobilização da comunidade, sem conotações políticas, e que a luta por justiça é um clamor coletivo.

Eliza Samudio e a continuidade da luta

O movimento também traz à tona o nome de Eliza Samudio, morta em 2010 pelo ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza. Sandra menciona que Eliza já era lembrada nas bandeiras do grupo desde que surgiu a possibilidade de Bruno jogar em um time de várzea, o que gerou indignação. O coletivo planeja uma nova manifestação no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, reafirmando seu compromisso de levar os nomes de Tainara e Eliza em suas lutas.

Destaques:

  • Mulheres da Várzea se mobiliza há quatro anos contra a violência de gênero.
  • Coletivo homenageia Tainara Souza Santos e Eliza Samudio, vítimas de feminicídio.
  • Próxima manifestação está marcada para o Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

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