A Casa Branca afirmou nesta terça-feira (6) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está discutindo opções para adquirir a Groenlândia.
Entre as hipóteses avaliadas está o uso das Forças Armadas. O tema tem gerado repercussão internacional, principalmente na Europa.
Os Estados Unidos já demonstraram interesse em adquirir a Groenlândia no passado, principalmente por razões de segurança, já que o território ocupa uma posição estratégica do ponto de vista militar.
Trump começou a defender a anexação da Groenlândia ainda durante o primeiro mandato, entre 2017 e 2021. Ele voltou a tratar do assunto ao retornar à Casa Branca, em janeiro do ano passado.
Estados Unidos ameaçam usar força militar para anexar Groenlândia
A Casa Branca afirmou nesta terça-feira (6) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está discutindo opções para adquirir a Groenlândia. Entre as hipóteses avaliadas está o uso das Forças Armadas. O tema tem gerado repercussão internacional, principalmente na Europa.
▶️ Contexto: Em comunicado enviado à agência Reuters, a Casa Branca disse que a Groenlândia é estratégica para os Estados Unidos para conter adversários na região do Ártico. O governo disse que várias opções de política externa estão sendo analisadas.
Em dezembro, Trump nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para tratar do território. À época, o presidente norte-americano voltou a afirmar que precisava da Groenlândia.
O movimento gerou críticas da Dinamarca e da Groenlândia. À época, o ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, convocou o embaixador dos EUA em Copenhague e classificou as declarações como inaceitáveis.
O governo groenlandês afirmou que apenas a ilha pode decidir sobre o próprio futuro.
O assunto voltou a ganhar força no sábado (3), após os Estados Unidos realizarem uma operação militar na Venezuela que resultou no sequestro do ditador Nicolás Maduro.
Poucas horas depois, Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, publicou em uma rede social um mapa da Groenlândia coberto pela bandeira dos EUA, com a legenda “em breve”. Veja abaixo.
Katie Miller posta mapa Groenlândia com bandeira dos EUA — Foto: Reprodução / X
A publicação foi interpretada por autoridades europeias como uma ameaça e aumentou o temor de que a Groenlândia pudesse enfrentar uma situação semelhante à da Venezuela.
a Groenlândia pertence ao seu povo
— ⚠️ Reação: Nesta terça-feira, líderes da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca divulgaram um comunicado conjunto afirmando que e que apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o futuro do território.
Um dia antes, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, usou as redes sociais para reclamar das atitudes dos Estados Unidos.
Já chega! Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação
— escreveu.
A Dinamarca anunciou no ano passado um investimento de 42 bilhões de coroas dinamarquesas (R$ 35,4 bilhões) para reforçar sua presença militar no Ártico.
Moradores da Groenlândia fazem protesto contra os EUA, em 15 de março de 2025 — Foto: Christian Klindt Soelbeck/Ritzau Scanpix/via REUTERS
A Groenlândia está geograficamente localizada no continente norte-americano, mas mantém fortes vínculos com a Dinamarca. A ilha, que foi uma colônia dinamarquesa, passou a integrar o Reino da Dinamarca em 1953 e segue a Constituição dinamarquesa.
Em 2009, a Dinamarca autorizou a Groenlândia a formar um governo próprio e autônomo, abrindo a possibilidade de uma declaração de independência por meio de referendo.
👀 Interesses: Os Estados Unidos consideram a Groenlândia um território estratégico para a segurança nacional. A ilha poderia abrigar sistemas de defesa capazes de interceptar mísseis vindos da Europa ou do Ártico.
A população da Groenlândia poderia votar pela independência e aprovar, em referendo, uma associação aos Estados Unidos. Especialistas ouvidos pela Reuters avaliam que a probabilidade de isso ocorrer é baixa.
De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.
Venezuela concorda em mandar 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, diz Trump
Submarino russo vai escoltar navio que os EUA tentaram apreender, diz jornal
Governo Trump recua sobre acusação de que Maduro chefiava cartel
Brasil chama prisão de Maduro de 'sequestro' em reunião da OEA
Homem que marcou encontro com adolescente é preso em flagrante
BC recorre da decisão do TCU de inspecionar documentos de liquidação do Master
Veja o que muda na aposentadoria para quem começou a contribuir antes da reforma