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Gastroenerologistas dão conselhos para evitar inflamações do intestino

A combinação das festas de fim de ano com as férias de verão torna o início do ano um dos períodos mais propensos para inflamações no intestino. Elas costuma...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 15:10 · Atualizado há 4 dias
Gastroenerologistas dão conselhos para evitar inflamações do intestino
Foto: Reprodução / Arquivo

A combinação das festas de fim de ano com as férias de verão torna o início do ano um dos períodos mais propensos para inflamações no intestino. Elas costumam ser fruto de exageros na alimentação ou consequência de vírus e bactérias oportunistas. Com alguns cuidados é possível evitar o risco.

Há, claro, alguns tipos de inflamação do órgão que não podemos evitar de forma tão simplificada. Casos graves deste quadro geralmente ocorrem em decorrência de intolerâncias alimentares, como a glúten ou lactose, ou pela presença de doenças que levam a inflamações intestinais recorrentes, como a doença de Crohn.

Para a maior parte da população, porém, o que ocorre com maior frequência são inflamações pontuais que costumam ser causadas por infecções fruto da ingestão de alimentos e bebidas contaminadas.

Nestes casos, manter hábitos saudáveis de alimentação, mesmo nas férias, reduz bastante o risco. De acordo com a gastroenterologista Maira Marzinotto, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, um dos principais cuidados práticos a se tomar é evitar alimentos servidos crus de procedência desconhecida.

A maioria das bactérias morre quando submetidas a altas temperaturas, por isso devemos evitar ingerir saladas, queijos ou alimentos como o leite condensado, usado em doces, drinks ou como cobertura na salada de frutas

— aconselha a médica.

A gastroenterologista ainda recomenda evitar pastas, cremes e limpar bem embalagens caso o consumo seja realizado nela mesma, como é o caso de latas de bebidas. Dando preferência a comidas que foram preparadas por nós mesmos.

Maira alerta que os sintomas mais comuns são quadros súbitos de náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarreia. Nesses casos, a recomendação é beber bastante água e descansar.

Há uma outra classe de inflamações que tem uma atuação lenta e imperceptível no organismo, mas que ao longo do tempo reduz a capacidade do intestino de funcionar e pode trazer consequências amplas, incluindo o câncer de intestino. Elas estão mais associadas à natureza do que comemos no dia a dia.

Pessoas com dietas ricas em alimentos ultraprocessados e muito gordurosos estão particularmente expostas a esse tipo de problema. Segundo a gastroenterologista Perla Schulz, da Rede de Hospitais São Camilo, os sintomas de que o modelo alimentar adotado não é saudável podem aparecer de forma variada.

Pessoas com dieta pobre em fibras e ingestão inadequada de água tendem a sofrer mais com a prisão de ventre. Por outro lado, quadros de diarreia recorrente também merecem atenção, pois podem ser sintomas de intolerâncias alimentares, síndromes intestinais ou infecções

— afirma Perla.

Por isso, ela recomenda de forma geral que as pessoas preocupadas em ter um intestino mais saudável bebam mais água, reforcem a ingestão diária de fibras para um mínimo de 30 gramas diárias, evitem ultraprocessados, especialmente carnes embutidas e alimentos muito doces, entre outros.

Também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso -chamada cólon -, no reto e ânus

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019

O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado

Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras

Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)

Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino

Os sintomas mais associados ao câncer do intestino são: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração das fezes e massa (tumoração) abdominal

O diagnóstico requer biópsia (exame de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio)

O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas

A cirurgia é, em geral, o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de retorno do tumor

A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino

Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana

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