O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou, na noite desta quarta-feira (7/1), o ministro do Supremo Tribunal Federal Supremo (STF) Alexandre de Moraes de “negacionismo” e de desrespeitar a ciência médica ao anular a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para apurar a assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Bolsonaro bateu a cabeça em um móvel durante a madrugada em sua cela e só foi levado ao Hospital DF Star cerca de 24 horas depois. Ainda nesta quarta-feira, o médico Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente no hospital e na PF, afirmou que os exames feitos confirmaram traumatismo craniano leve após a queda.
Por meio da rede social X (antigo Twitter), o filho “01” de Bolsonaro afirmou que que a decisão do magistrado ignora protocolos básicos da medicina e coloca a vida do ex-presidente em risco. Ele também saiu em defesa do CFM e afirmou que a nota da entidade é “óbvia” ao destacar que a burocracia não pode se sobrepor ao cuidado com a vida humana.
inaceitável que Bolsonaro tenha sido levado a um hospital apenas 24 horas após o acidente
— Para o senador, é . Flávio também afirmou que não há mínima condição de Bolsonaro permanecer sozinho durante a noite em uma cela trancada sem acompanhamento contínuo.
Bolsonaro poderia ter sido encontrado morto pela manhã. É essa a torcida de Moraes contra Bolsonaro?
— questionou Flávio.
Segundo o senador, a defesa jurídica do ex-presidente trabalha para obter prisão domiciliar humanitária, alegando falta de bom senso do relator do caso. Ao final da nota, Flávio também cobrou um posicionamento do presidente do STF, Edson Fachin, sobre a conduta de Moraes.
A nota do Conselho Federal de Medicina é óbvia ao dizer que a burocracia proposital – e paranóica – de Moraes não pode se sobrepor à medicina e ao cuidado com vida de um ser humano: alguém que bate com a cabeça num armário, em estado de… pic.twitter.com/DrSWvN3Ioc
Na noite desta quarta-feira, Moraes declarou nula a sindicância instaurada pelo CFM e proibiu qualquer procedimento semelhante no âmbito da entidade, tanto em nível nacional quanto estadual. O ministro afirmou que o conselho não tem competência para apurar atos da PF.
O ministro também determinou que o presidente do CFM seja ouvido pela PF no prazo de 10 dias e ordenou que o Hospital DF Star encaminhe, em até 24 horas, todos os laudos e exames médicos de Jair Bolsonaro.
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