Uma ex-servidora pública da Prefeitura de Carlos Chagas, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais (MG), foi indiciada pela Polícia Civil na terça-feira (7/1) pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de dinheiro.
As investigações, que resultaram na operação Game Over, apontaram o cometimento de diversos crimes que levaram ao desvio de mais de R$ 1 milhão dos cofres do município.
De acordo com a Polícia Civil, a principal investigada utilizava o acesso ao sistema administrativo da prefeitura para realizar alterações indevidas e direcionar recursos para contas próprias e de terceiros.
O inquérito policial revelou um esquema estruturado de desvio de recursos públicos, com o uso de empresas e pessoas físicas para a ocultação e dissimulação dos valores ilícitos.
A análise técnica das transações financeiras permitiu à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) a consolidação das provas, com a elaboração de um relatório que confirmou a dinâmica de desvio e lavagem de dinheiro investigada.
A apuração contou com o apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro do Departamento de Polícia Civil em Teófilo Otoni, responsável pelo rastreamento das movimentações financeiras suspeitas e pela identificação da rede utilizada no esquema.
O procedimento policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário.
O nome da operação faz referência à expressão utilizada no universo dos jogos eletrônicos que simboliza o fim de uma partida. A denominação alude ao encerramento das práticas ilícitas investigadas, uma vez que a principal suspeita alegava obter recursos por meio de jogos eletrônicos, quando, na realidade, as investigações apontaram o desvio de dinheiro público.
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