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Estudo indica que fóssil classificado como mamute era de uma baleia

Um estudo recente revelou que uma classificação de fósseis feita pela Universidade do Alasca estava muito errada. Até então, os fragmentos de vértebras eram ...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 16:00 · Atualizado há 11 horas
Estudo indica que fóssil classificado como mamute era de uma baleia
Foto: Reprodução / Arquivo

Um estudo recente revelou que uma classificação de fósseis feita pela Universidade do Alasca estava muito errada. Até então, os fragmentos de vértebras eram apontados como pertencentes a um mamute de 13 mil anos, mas a nova análise revelou que não só a espécie estava errada, como também a idade. A pesquisa indicou que os restos mortais pertencem, em realidade, a uma baleia que morreu entre 1.854 e 2.731 anos atrás.

Os ossos estavam no acervo da universidade há 70 anos, mas não haviam sido avaliados com profundidade de forma individual. A pesquisa publicada em dezembro no Journal of Quaternary Science permitiu fazer uma análise química dos ossos, indicando níveis de nitrogênio que são compatíveis com criaturas marinhas, não terrestres.

Com a análise mais aprofundada, os pesquisadores descobriram que um dos fragmentos de vértebra pertenceu a uma baleia-minke e o outro a uma baleia-franca-do-pacífico-norte. Ambas as espécies estão vivas até hoje.

No estudo, os pesquisadores ventilam três hipóteses. A primeira é que os animais conseguiram nadar rio acima em uma época de cheia, mas a distância torna essa teoria menos crível. Outra hipótese é que as populações indígenas do norte da América usavam os ossos de baleia como moeda de troca ou objeto ritualístico, carregando-os ao interior de suas moradias.

A última hipótese é mais mundana. Como a classificação dos ossos foi feita sem muito cuidado na sua recepção, ficando mal identificada por décadas, os pesquisadores também especulam que talvez os animais apenas tenham sido colocados na caixa errada de ossos achados na caverna, o que explicaria a incompatibilidade.

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