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Estudo chinês encontra propriedade em planta para tratar calvície

A medicina tradicional chinesa é usada há milhares de anos e inclui tratamentos com ervas, acupuntura e outras práticas naturais. Algumas dessas plantas pode...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/02/2026 às 13:40 · Atualizado há 1 semana
Estudo chinês encontra propriedade em planta para tratar calvície
Foto: Reprodução / Arquivo

A medicina tradicional chinesa é usada há milhares de anos e inclui tratamentos com ervas, acupuntura e outras práticas naturais. Algumas dessas plantas podem contribuir com a saúde do cabelo, no tratamento da calvície, é o que diz um estudo chinês publicado em dezembro no Journal of Holistic Integrative Pharmacy.

A pesquisa é baseada no uso da raiz Polygonum multiflorum — conhecida na medicina chinesa como He Shou Wu — no tratamento da queda de cabelo, especialmente na alopecia androgenética, também conhecida como calvície.

A alopecia androgenética é caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios e pode atingir homens e mulheres. Segundo os pesquisadores da Universidade Farmacêutica de Guangdong, na China, o problema afeta cerca de 21,3% dos homens e 6% das mulheres no país, com crescimento dos casos em pessoas mais jovens.

Os tratamentos mais usados atualmente, como minoxidil e finasterida, costumam atuar em apenas um mecanismo do problema e podem causar efeitos colaterais, o que leva parte dos pacientes a buscar alternativas.

Ao analisar estudos já publicados, os autores do artigo observaram que compostos presentes na raiz do Polygonum multiflorum, como TSG e emodina, podem atuar em diferentes processos ligados ao ciclo do cabelo. Entre os principais efeitos apontados estão:

Esse efeito em múltiplos alvos é diferente dos medicamentos convencionais, que normalmente atuam em apenas um ponto do problema. Apesar dos achados positivos, os autores deixam claro que a maioria das evidências ainda vem de estudos laboratoriais ou experimentais, e não de grandes testes clínicos em humanos.

A revisão destaca que a planta mostra potencial terapêutico promissor, mas reforça que são necessários estudos clínicos bem controlados para confirmar a eficácia, definir doses seguras e avaliar possíveis riscos.

Segundo os pesquisadores, a raiz usada na medicina tradicional chinesa pode representar uma base interessante para novos tratamentos contra a queda de cabelo, principalmente por agir em diferentes mecanismos ao mesmo tempo.

No entanto, o estudo ressalta que nenhuma recomendação clínica definitiva pode ser feita neste momento, e o uso de extratos ou produtos à base da planta deve ser avaliado com cuidado, especialmente por causa de possíveis efeitos adversos e interações medicamentosas.

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