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Dos nossos mortos, as doces lembranças - Wilton Bezerra

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/11/2023 às 17:59 · Atualizado há 14 horas

Dos pais, irmãos, parentes e amigos que se foram, são feitas minhas doces lembranças.

 

Ao invés de chorar um rio, recordações que nos alegram e confortam.

 

Nem tudo que você lembra de quem morreu é triste. Pelo contrário, nos deixa inundados de felicidade.

 

Dos que carrego no peito, por terem enriquecido a minha vida, guardei os seus jeitos de rir.

 

Recordações, muitas vezes, que nos fazem rir sozinhos.

 

Pessoas que transformaram o nosso universo, encantaram nossa vida com o sorriso.

 

Ou que nos emocionaram com suas maneiras de ver o Mundo. Até os seus defeitos eram simpáticos.

 

Gente que nasceu estrela disfarçada de ser humano, para resgatar a amizade e a delicadeza.

 

"Carrego meus mortos do lado esquerdo. Por isso, caminho meio de filarmónica". Carlos Drumond de Andrade.




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