Jornalista carioca que escreve sobre música desde 1987, com passagens em 'O Globo' e 'Bizz'. Faz um guia para todas as tribos
Capa do álbum 'Dance para se salvar', de Diogo Strausz — Foto: Elisa Maciel
♬ Quando o produtor musical, arranjador e multi-instrumentista Diogo Strausz chegou à França, trouxe na bagagem diversas influências musicais com as quais dera forma no Brasil a discos de Alice Caymmi – como o aclamado álbum "Rainha dos raios" (2014) – Thiago Pethit, Qinhones e Laura Lavieri, entre outros nomes do pop brasileiro do século XXI.
Lincoln Olivetti & Robson Jorge
— Uma dessas influências era o groove sintetizado entre o fim dos anos 1970 e o início dos anos 1980 pelos músicos, arranjadores e produtores musicais Lincoln Olivetti (1954 – 2015) e Robson Jorge (1954 – 1992), magos do boogie pop e do balanço disco-funk nacional daquela época. Nesse segmento, a dupla legou o álbum (1982), título referencial da discografia de black music à moda brasileira.
É em torno desse universo musical que Diogo Strausz gravita no álbum "Dance para se salvar", programado para ser lançado em 16 de janeiro pelo selo francês Favorite Recordings, em edição digital e no formato físico de LP.
(Zé Ramalho, 1979) entre músicas inéditas como
— Com capa que expõe o artista em foto de Elisa Maciel, enquadrada na arte de Pascal Rioux, o álbum "Dance para se salvar" traz releitura de "Frevo mulherCarnaval de gringo", "Com magia", "Montanha mágica" e "Viver, lutar, reerguer", cantadas em português pelas vocalistas Dani Vie e Heloá Holanda.
A faixa "Ele é artista" tem a participação de Bruno Howart, produtor e multi-instrumentista francês conhecido pelo nome artístico de Patchworks.
Além de ter feito a gravação e a mixagem, Diogo Strausz pilota sintetizadores e toca guitarra e instrumentos de sopro no álbum formatado com os toques de músicos como Alberto Continentino (baixo) e Thiaguinho Silva (bateria e percussão).
amplia discografia solo iniciada por Diogo Strausz há 11 anos com a edição do álbum
— O álbum "Dance para se salvarSpectrum vol. 1" (2015), ao qual se seguiram discos como o EP "Flight of Sagittarius" (2022) e o álbum "Samba from outer space" (2024).
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