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Delcy: Venezuela se abrirá a "relações energéticas", mas com condições

A Venezuela está disposta a se abrir para relações energéticas com o mundo, desde que haja benefícios a todas as partes envolvidas em negociações. A declaraç...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 10:20 · Atualizado há 1 hora
Delcy: Venezuela se abrirá a "relações energéticas", mas com condições
Foto: Reprodução / Arquivo

A Venezuela está disposta a se abrir para relações energéticas com o mundo, desde que haja benefícios a todas as partes envolvidas em negociações. A declaração foi dada pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nessa quarta-feira (7/1), no Palácio Miraflores, e sinaliza o tom de cooperação com os EUA após declarações de Donald Trump sobre o petróleo venezuelano.

O manifesto da presidente encarregada da Venezuela, devido à deposição de Maduro, acontece após Trump anunciar que entre 30 milhões a 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” serão enviados aos EUA para serem comercializados mundialmente e gerar receita para o país, com o objetivo de um retorno financeiro para ajudar a reerguer a Venezuela, após anos de crise econômica.

No entanto, apesar de estender as mãos para cooperação econômica com países, Delcy evidencia que o interese dos EUA sempre foi baseado no petróleo, inclusive aponta a riqueza da Venezuela como motivação dos ataques. A líder interina classifica a captura de Nicolás Maduro como uma “mancha histórica” nas relações de EUA e Venezuela e exerce seu mandato sob pressão, uma vez que Trump afirmou que Delcy teria um fim pior do que o de Maduro se não cooperar.

Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados no último sábado (3/1) por forças dos EUA e levados a Nova York para julgamento.

A denúncia afirma que Maduro comandou por mais de 20 anos uma rede criminosa no Estado venezuelano para enviar cocaína aos EUA. Também foram acusados Diosdado Cabello, ministro do Interior da Venezuela; Cilia Flores, esposa do presidente; o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do ditador venezuelano; e outros aliados do regime, apontados como integrantes ou facilitadores da suposta organização criminosa.

As acusações incluem narcoterrorismo, tráfico e lavagem de dinheiro, com penas de 20 anos a prisão perpétua e Maduro se declara inocente. Delcy está à frente da Venezuela e negocia como secretário de estado Marco Rubio para prevalecer uma cooperação, sem necessidade de uma nova operação militar dos EUA até que a democracia se reestabeleça.

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