Diego Antônio Sanches Magalhães, de 32 anos, padrasto da menina Larissa Manuela Santos, de 10 anos, assassino confesso da criança, encontrada morta com 16 facadas em 12 de junho do ano passado em Barueri, na Grande São Paulo, não tinha nenhuma doença mental que pudesse impedir o homem de entender o que estava fazendo no dia do crime.
Essa foi a conclusão do laudo de perícia psiquiátrica elaborado pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo, feita no dia 27 de novembro e divulgada nessa terça-feira (6/1).
resultado técnico reforça o conjunto probatório dos autos e confirma que o crime foi praticado de forma consciente e responsável, devendo o acusado responder integralmente perante a Justiça, sem relativizações ou tentativas de atenuação de responsabilidade penal
— Em nota ao Metrópoles, o advogado Lucas Santos, que representa o pai de Larissa Manuela, afirma que o .
Na confissão obtida pelo Metrópoles, Diego afirmou que, no dia do crime, voltou da casa de um tio em São Sebastião, no litoral paulista, e foi para a casa onde estava a criança. Ele sabia que a porta estava só encostada e que Larissa Manuela estaria sozinha em casa. Ao chegar à residência, ele encontrou a criança acordada na cama, debaixo de uma beliche.
Larissa Manuela, 10 anos, foi brutalmente assassinada dentro de casa, em Barueri, na Grande São Paulo
A criança Larissa Manuela foi encontrada pela mãe caída ao lado da cama com ferimentos de faca no pescoço e tórax. A Polícia Civil investiga o caso
Larissa Manuela, 10 anos, foi brutalmente assassinada dentro de casa, em Barueri, na Grande São Paulo
A criança foi encontrada pela mãe caída ao lado da cama com ferimentos de faca no pescoço e tórax. A Polícia Civil investiga o caso
No local, o assassino confesso perguntou para a menina se a mãe dela tinha saído com alguém enquanto ele estava na casa do tio no litoral. Larissa Manuela respondeu que sim, sem especificar se era um homem ou uma mulher, e, na sequência, chamou Diego de corno, contou o homem na confissão.
A partir desse momento, o assassino afirmou que “perdeu a cabeça” e jogou a vítima no chão. Na sequência, foi até a cozinha e pegou uma faca, que ficava na parte superior do armário e foi até Larissa, desferindo diversos golpes.
Diego contou em depoimento que acredita que a menina morreu no primeiro golpe, visto que não ofereceu resistência. Questionado sobre as facadas dadas na sequência, ele afirmou que não se lembra do motivo.
Diego contou que teve problemas em um relacionamento antigo em que era traído. Na ocasião, o homem teria procurado ajuda de familiares e da igreja para superar o trauma da traição, que fez com ele tentasse tirar a própria vida.
Ela conheceu a mãe de Larissa Manuela, Adenuzia Silva Santos, em um sítio. Desde o início do relacionamento, Diego conta que Adenuzia sabia do trauma e da tentativa de suicídio.
satisfatório, afirmando que não tinha nenhum tipo de problema durante a convivência
— O assassino confesso também diz que a relação com os filhos de Adenuzia era . Diego afirmou que não costumava maltratar, atacar ou discutir com a companheira.
Ele falou às autoridades que há um tempo não estava bem, levando até uma bronca da companheira, que afirmou que Diego precisava trabalhar. Por isso, o homem decidiu ir para a casa de um tio em São Sebastião, sem comunicar ninguém sobre a decisão.
Pela ausência de aviso, Diego relata que Adenuzia chamou a atenção dele, cobrando maior responsabilidade. Durante a noite da cobrança, o homem ficou pensativo e por isso retornou para casa na manhã seguinte, 12 de junho.
Na residência, encontrou Larissa, já acordada, deitada na cama, na parte de baixo de uma beliche e começou a conversa que terminou na morte da criança.
Depois de matar Larissa Manuela, Diego percebeu que não se sujou com o sangue da criança e deixou a casa. Porém teve de voltar quando percebeu que havia esquecido o celular na residência.
Depois, foi flagrado mexendo em uma lixeira. Ele nega que tenha jogado a arma do crime ali e sim em uma outra lixeira, na mesma rua em que matou a criança.
Ele compareceu ao trabalho em uma loja de móveis e como estava com duas trocas de roupa, uma por cima da outra, apenas retirou a que estava por cima.
Na hora do almoço, fez a troca completa de roupa e calçado, usados no crime. O tênis foi jogado fora, mantendo apenas o cadarço – aproveitado para amarrar uma antena, onde permanece até hoje. Diego não soube explicar o motivo do descarte do calçado.
A genitora da vítima contou aos policiais que saiu da casa por volta das 6h. Segundo a mulher, sua filha deveria ter ido para a escola no período da tarde, mas não compareceu.
Ainda conforme depoimento da mãe de Larissa, o portão da casa não permanece trancado e, na ausência dela, a porta ficou apenas encostada.
O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde exames necroscópicos serão realizados. A Polícia Civil também analisou imagens de segurança para esclarecer os fatos e identificar o suspeito.
Procurada pelo Metrópoles, a SSP afirma que o caso foi registrado como homicídio e é investigado pelo 1° DP.
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