Publicidade
Capa / Você Viu

Calor extremo pressiona o coração e pode aumentar risco de infarto e AVC; veja como se pro

O calor provoca vasodilatação e queda da pressão, fazendo o coração bater mais rápido para compensar.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 05:10 · Atualizado há 1 semana
Calor extremo pressiona o coração e pode aumentar risco de infarto e AVC; veja como se pro
Foto: Reprodução / Arquivo

O calor provoca vasodilatação e queda da pressão, fazendo o coração bater mais rápido para compensar.

A desidratação reduz o volume de sangue e a reposição insuficiente de sais minerais aumenta o risco de arritmias.

Ondas de calor prolongadas podem elevar o risco de infarto e AVC, sobretudo em pessoas mais vulneráveis.

Idosos, cardíacos, hipertensos, diabéticos, atletas e quem trabalha ao sol exigem atenção redobrada no verão.

Desmaios, dor no peito, palpitações e falta de ar no calor são sinais de alerta e exigem avaliação médica.

O calor aperta, o suor escorre e o corpo entra em modo de adaptação. Para manter a temperatura interna estável, o organismo aciona uma série de mecanismos automáticos –e o sistema cardiovascular está no centro dessa resposta.

Em dias muito quentes, o coração trabalha mais, a pressão arterial tende a cair e, em algumas pessoas, esse ajuste pode sair do controle, aumentando o risco de mal-estar, arritmias e até eventos graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Ondas de calor cada vez mais frequentes têm ampliado esse risco, sobretudo entre idosos e pessoas com doenças cardiovasculares.

Quando a temperatura sobe, os vasos sanguíneos —principalmente os da pele— se dilatam para facilitar a dissipação do calor. Esse processo reduz a resistência vascular e tende a baixar a pressão arterial.

O organismo tenta compensar essa queda acelerando os batimentos cardíacos para manter o fluxo adequado de sangue

— explica Fernando Ribas, cardiologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Em pessoas saudáveis, esse ajuste costuma funcionar. Em outras, a engrenagem falha.

A vasodilatação, somada à perda de líquidos pelo suor, reduz o volume de sangue circulante. Com menos sangue retornando ao coração, o corpo força o aumento da frequência cardíaca, o que pode provocar sintomas típicos do calor intenso, como tontura, fraqueza, escurecimento da visão e sensação de desmaio.

Pessoas com predisposição, como quem tem hipotensão postural ou síncope vasovagal, tendem a sentir esses efeitos com mais intensidade.

O suor é essencial para esfriar o corpo, mas leva embora água e sais minerais importantes, como sódio e potássio.

A desidratação reduz o volume sanguíneo, acelera o coração para compensar e prejudica a perfusão dos órgãos

— explica Bruno Sthefan, cardiologista e médico do esporte, com títulos reconhecidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE).

A perda desses eletrólitos também interfere no sistema elétrico do coração, aumentando o risco de arritmias –especialmente em pessoas com doenças cardiovasculares prévias.

Embora infartos e AVCs sejam mais associados ao frio, estudos recentes indicam que ondas de calor prolongadas também elevam o risco desses eventos, sobretudo em grupos vulneráveis.

O calor impõe um estresse adicional ao sistema cardiovascular

— explica Orlando Maia, neurocirurgião do Hospital Quali Ipanema.“Com a desidratação, o coração trabalha mais para compensar a queda da pressão e a perda de eletrólitos favorece arritmias. Esse conjunto pode precipitar infartos e AVCs.”

Calor extremo afeta estados pelo país — Foto: Ketut Subiyanto/Pexels

Os especialistas apontam alguns grupos que sofrem mais com o impacto do calor sobre o coração:

Nesses casos, o risco não está apenas na temperatura, mas no desequilíbrio entre calor, hidratação e esforço físico.

Esses medicamentos favorecem a perda de líquidos e podem potencializar quedas de pressão

— Pacientes que usam diuréticos e anti-hipertensivos podem sentir os efeitos do calor de forma mais intensa. , alerta Fernando Ribas.

A orientação é clara: não suspender nem ajustar doses por conta própria.

Brasil enfrentou calor intenso nos últimos dias de 2025. — Foto: Inmet/Reprodução

Alguns sintomas exigem atenção médica, especialmente durante períodos de calor intenso:

Mesmo que os sintomas passem, quedas bruscas de pressão e alterações do ritmo cardíaco precisam ser avaliadas

— afirma Orlando Maia.

No calor intenso, isso aumenta o risco de exaustão térmica e arritmias

— Durante a atividade física, o coração precisa irrigar músculos e pele ao mesmo tempo, elevando a frequência cardíaca e a sensação de esforço. , diz Orlando Maia.

Por isso, médicos recomendam evitar os horários mais quentes do dia, buscar sombra e reforçar a hidratação —não apenas com água, mas também com reposição de eletrólitos quando o suor é intenso.

Além de beber água ao longo do dia, especialistas recomendam evitar álcool e excesso de cafeína, usar roupas leves, fazer pausas frequentes, buscar ambientes ventilados ou climatizados e evitar o sol forte nos horários de pico.

São cuidados simples, mas fundamentais para reduzir o impacto do calor sobre o coração.

De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

Quais produtos devem ficar mais baratos após acordo Mercosul-UE

Quatro fundos investigados por elo com o PCC aparecem em suspeita de fraude do Master

Vereador procurado para atacar o BC diz que empresa apontou Vorcaro como contratante

Vorcaro diz ao STF que não participou de ataques ao BC e pede investigação

Entenda o que acontece com o ‘devedor contumaz’ com nova lei

Conselho de Segurança da ONU terá reunião de emergência sobre a Ucrânia na segunda

Na sexta-feira (9), a Rússia realizou um ataque com mísseis com capacidade nuclear. Ao menos 4 morreram e 22 ficaram feridos.

1º ciclone extratropical do ano leva chuvas fortes ao estados do sul

Renovação automática da CNH exige pontos e infrações zeradas; entenda

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade