O Bonde Urbano Digital (BUD) começou a funcionar oficialmente na manhã de terça-feira (6), percorrendo, pela primeira vez desde o início da operação, todo o trajeto previsto no sistema.
Ele liga o Terminal São Roque, em Piraquara, ao Terminal Metropolitano de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
O transporte estava em funcionamento desde o dia 9 de dezembro, mas em percurso parcial. Agora, passa a atender o trajeto completo.
Bonde urbano digital começa a funcionar com trajeto completo
O Bonde Urbano Digital (BUD) entrou em operação oficial na manhã de terça-feira (6) e, pela primeira vez desde o início do funcionamento, percorreu todo o trajeto previsto no sistema. Abaixo, confira perguntas e respostas sobre o transporte.
O BUD liga o Terminal São Roque, em Piraquara, ao Terminal Metropolitano de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O percurso, de cerca de dez quilômetros, foi concluído em aproximadamente 25 minutos.
O transporte já estava em funcionamento desde 9 de dezembro, porém em trajeto parcial. Com a mudança, passa a atender integralmente o percurso planejado.
O sistema é guiado no asfalto por meio de indução magnética, o que dispensa a instalação de trilhos físicos. O Paraná é o primeiro estado da América do Sul a testar a tecnologia.
Bonde Urbano Digital (BUD) fará rota entre Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba — Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
A rota percorrida pelo veículo sairá do Terminal de Pinhais, passando pela Avenida Ayrton Senna da Silva e a Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até chegar ao Terminal São Roque, em Piraquara, de maneira direta, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros.
Segundo o Governo do Paraná, o Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros. Há a possibilidade de ampliação para transporte de 360 passageiros.
Atualmente, o maior ônibus em circulação no transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba tem capacidade para 250 pessoas.
Atualmente os ônibus que fazem a linha entre Pinhais e Piraquara transportam 10 mil passageiros por dia.
Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros — Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
O valor da passagem para o Bonde Urbano Digital é de R$ 5,50, o mesmo cobrado pelo transporte tradicional.
Segundo o governo, não. O sistema de transporte tradicional continua operando normalmente.
Não, ele tem orientação autônoma. Apesar disso, conforme Gilson Santos, todos os testes foram realizados com motoristas.
Ele é autônomo, mas ele sempre funciona com um guia. Sempre tem um piloto auxiliar junto, para quando, eventualmente, seja necessário fazer essa condução fora do trilho digital
— detalha Santos.
A Amep estuda, junto com órgãos de regulamentação de trânsito, a possibilidade da atuação do veículo sem um condutor.
A velocidade de deslocamento de um Bonde Urbano Digital pode chegar a até 70 km/h.
O Bonde Urbano Digital tem um modelo parecido com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – usado no Rio de Janeiro e na Baixada Santista.
Porém, ao invés de trilhos, o BUD é guiado no asfalto, por meio de indução magnética: uma espécie de "trilho virtual".
Conforme Gilson Santos, os magnetos são instalados no asfalto, a cada um metro.
Ele possui baterias de íons de lítio de 600 kWh e pode ser carregado por meio de um dispositivo similar ao instalado no teto de trens e bondes elétricos para coletar energia elétrica da rede aérea.
Segundo o Governo do Paraná, 30 segundos é o suficiente para garantir a autonomia de três a cinco quilômetros.
Com carga completa, que leva 12 minutos, o veículo possui autonomia de até 40 quilômetros de operação contínua, conforme o governo.
A tecnologia também está preparada para, futuramente, operar com hidrogênio.
Sim. O sistema está instalado em cidades da China e está em processo de instalação na Austrália
A aplicação no Paraná segue como referência o projeto realizado em Campeche, no México. Lá, a linha guiada tem cerca de 15 quilômetros, sendo cinco deles de condução automática segregada, com 13 estações.
São cinco veículos com três vagões cada, que conectam a estação de trem Maya, o aeroporto da cidade, áreas residencial e histórica e a praia. Conforme o Governo do Paraná, o tempo de implantação completa do sistema mexicano foi de 14 meses.
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