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Bolsas da Europa fecham em alta após aprovação de acordo com Mercosul

Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam o último pregão da semana, nesta sexta-feira (9/1), em alta, refletindo o otimismo dos investi...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/01/2026 às 14:15 · Atualizado há 1 dia
Bolsas da Europa fecham em alta após aprovação de acordo com Mercosul
Foto: Reprodução / Arquivo

Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam o último pregão da semana, nesta sexta-feira (9/1), em alta, refletindo o otimismo dos investidores com a aprovação preliminar do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

Depois de mais de 25 anos de tratativas, a maioria dos embaixadores dos 27 Estados-membros da UE aprovou grande parte do acordo. França, Irlanda, Polônia, Áustria e Hungria se opuseram ao texto, enquanto a Bélgica se absteve.

Após a aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar o acordo com os parceiros do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – na próxima semana. Para que o acordo entre em vigor, também será necessária a aprovação do Parlamento Europeu.

O acordo é considerado estratégico por ampliar a integração comercial entre duas grandes regiões econômicas e tem sido descrito como uma prioridade para reforçar o comércio global, a competitividade econômica e a estabilidade geoeconômica.

Ele prevê a redução de tarifas e barreiras comerciais em uma das maiores áreas de comércio do mundo, o que pode impulsionar exportações e investimentos entre os dois blocos. Para países do Mercosul, isso representa acesso ampliado ao mercado europeu. Já para a UE, haverá uma diversificação das relações comerciais.

Apesar da expectativa de assinatura, o processo ainda enfrenta etapas importantes de implementação e salvaguardas que precisam ser finalizadas antes da oficialização.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou, na quinta-feira (8/1), que decidiu votar contra o acordo. O governo francês é um dos principais opositores ao acordo.

Os agricultores franceses continuam sendo o principal foco de resistência. Eles argumentam que o tratado abriria espaço para concorrência desleal com produtos sul-americanos, produzidos sob regras ambientais e sanitárias diferentes das exigidas na UE.

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