O governo federal anunciou nesta quarta-feira (7) a criação da primeira Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS). A sede da rede ficará em São Paulo (SP).
A unidade deve atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com foco em medicina de alta precisão, apoiada por inteligência artificial e outras tecnologias avançadas.
A expectativa é tornar o atendimento mais ágil e reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em situações emergência.
A estrutura foi planejada para incorporar inteligência artificial na triagem, tornando o processo mais rápido e preciso, além do uso de telemedicina para ampliar o acesso a especialistas.
O projeto também prevê ambulâncias com tecnologia 5G, capazes de monitorar em tempo real os sinais vitais dos pacientes, bem como cirurgias robóticas e medicina de precisão.
Os serviços, totalmente digitais, terão monitoramento contínuo, integração entre equipamentos e sistemas de informação e apoio tecnológico para a previsão de agravamentos e a tomada de decisões clínicas.
A rede ainda permitirá a troca de conhecimento entre especialistas de diferentes regiões e estará conectada a uma central nacional de pesquisa e inovação.
O projeto prevê uma rede de serviços inteligentes, com 14 UTIs automatizadas e interligadas, distribuídas por 13 estados das cinco regiões do país. Os primeiros serviços da rede devem entrar em operação já neste ano.
Instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente, deve beneficiar cerca de 20 mil pacientes por ano.
A unidade contará com 800 leitos voltados à emergência de adultos e crianças, nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva e outras urgências.
Do total, serão 250 leitos de emergência, 350 de UTI e 200 de enfermaria, além de 25 salas cirúrgicas. O início das operações está previsto para 2027.
O Ministério da Saúde, em articulação com países do Brics, garantiu os recursos para a iniciativa por meio do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), banco do bloco.
A instituição financeira aprovou um financiamento de R$ 1,7 bilhão para a implantação do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil).
As 14 UTIs inteligentes funcionarão de forma integrada em hospitais selecionados pelo Ministério da Saúde, em parceria com gestores estaduais, nas cidades de:
Além do financiamento para o Hospital Inteligente, o Ministério da Saúde anunciou um aporte adicional de R$ 1,1 bilhão para a compra de equipamentos e o custeio de unidades hospitalares do SUS.
Oito hospitais de excelência serão modernizados com foco na oferta de serviços assistenciais inovadores.
Entre as unidades contempladas estão os Hospitais Federais do Rio de Janeiro (UFRJ e UniRio), o Novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense, o Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro, e o novo hospital do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.
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