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Anvisa manda recolher panetones após identificar fungos em lotes

Metade das denúncias registradas na Anvisa está relacionada a problemas com suplementos

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 06:55 · Atualizado há 2 dias
Anvisa manda recolher panetones após identificar fungos em lotes
Foto: Reprodução / Arquivo

Metade das denúncias registradas na Anvisa está relacionada a problemas com suplementos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira (6) o recolhimento e a proibição da comercialização, distribuição e consumo de quatro lotes de panetones contaminados por fungos e de produtos alimentícios que levam cogumelos sem autorização para uso em alimentos no Brasil.

A medida foi publicada em resolução no Diário Oficial da União e envolve duas empresas distintas.

Lotes de panetones da marca D'Viez foram suspensos pela Anvisa — Foto: Arquivo Pessoal

No caso dos panetones, a decisão atinge quatro lotes fabricados pela empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda. O recolhimento foi comunicado de forma voluntária pela própria fabricante após a identificação de fungos na superfície dos produtos.

Segundo a Anvisa, os lotes afetados têm prazo de validade até 27 de fevereiro de 2026. São eles:

A resolução determina que os produtos não podem mais ser comercializados nem consumidos e que devem ser recolhidos do mercado.

A agência também proibiu a fabricação, a comercialização, a distribuição, a divulgação e o consumo de produtos da empresa Coguvita II Alimentos Ltda., todos sujeitos a recolhimento imediato.

De acordo com a Anvisa, os itens utilizam os cogumelos Lion’s Mane e Cordyceps, ingredientes que não são permitidos em alimentos no Brasil porque ainda não tiveram a segurança avaliada para esse uso.

A proibição vale para todos os lotes dos seguintes produtos:

Além do uso de ingredientes não autorizados, a Anvisa apontou que a divulgação desses produtos é irregular, por associar o consumo a benefícios como melhora da saúde mental, memória, foco e imunidade, sem comprovação científica.

A agência reforça que alimentos só podem trazer alegações de propriedades funcionais ou de saúde quando essas afirmações são previamente avaliadas e aprovadas pelo órgão regulador.

Consumidores que tenham adquirido os produtos citados devem interromper o uso e seguir as orientações de recolhimento estabelecidas pelas empresas.

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