Aliados ocidentais da Ucrânia concordaram nessa terça-feira (6/1) com um conjunto de garantias internacionais de segurança destinado a dissuadir qualquer futura agressão russa a Kiev. Elas incluem um mecanismo de monitoramento liderado pelos Estados Unidos e uma força multinacional europeia que seria destacada após um cessar-fogo na guerra com a Rússia.
Reunidos em Paris, líderes da Europa e do Canadá juntaram-se a representantes dos Estados Unidos e a altos funcionários da União Europeia e da Otan para delinear como a Ucrânia poderia ser protegida após um eventual cessar-fogo. Representantes de mais de 30 países estiveram reunidos na cúpula.
Os participantes definiram como as garantias poderiam funcionar na prática. As opções incluem a continuidade do apoio militar e a possível implantação de forças em terra, mar e ar.
aportar uma forma de garantia no dia seguinte ao cessar-fogo
— Segundo o presidente francês, Emmanuel Macron, essa força deve . Sua implementação real, contudo, depende não apenas de um cessar-fogo mas também da aprovação doméstica da proposta nos países envolvidos.
Cinco prioridades pós-combates foram definidas na cúpula: monitorar um cessar-fogo; apoiar as forças armadas da Ucrânia; implantar uma força multinacional em terra, no mar e no ar; definir como responder caso a Rússia ataque novamente; e estabelecer cooperação de defesa de longo prazo com a Ucrânia.
primeira linha de defesa e dissuasão
— Os países concordaram que forças armadas ucranianas permaneceriam como a , com parceiros comprometendo-se com assistência militar e fornecimento de armamentos de longo prazo, mesmo após o fim dos combates.
estabelecerão centros militares em toda a Ucrânia e construirão instalações protegidas para armas e equipamentos militares, a fim de apoiar as necessidades defensivas da Ucrânia
— O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que o Reino Unido e a França .
A Alemanha continuará contribuindo política, financeira e militarmente. Isso poderia incluir, por exemplo, o envio de forças para a Ucrânia em território vizinho da Otan após um cessar-fogo
— disse Merz após uma reunião dos aliados da Ucrânia em Paris.
Ele disse que os parceiros trabalharão para assumir compromissos vinculantes de apoio a Kiev no caso de qualquer futuro ataque russo.
No entanto, o tamanho, a estrutura e o financiamento de forças de apoio não foram divulgados, e muitos elementos ainda precisam ser negociados.
Qualquer envio de tropas europeias enfrentaria obstáculos políticos e exigiria aprovação de parlamentares em muitos países. Por isso, nenhuma implantação imediata de tropas foi anunciada.
O grupo também se comprometeu a monitorar um eventual cessar-fogo sob a liderança dos EUA.
O enviado dos EUA Steve Witkoff disse que os Estados Unidos “apoiam firmemente” as garantias de segurança discutidas, sem detalhar o que Washington forneceria em termos militares.
O presidente ucraniano Volodimir Zelenski viu avanço nas negociações, mas ressaltou que os compromissos ainda precisam ser ratificados por cada país antes de serem implementados.
Segundo Zelenski, os detalhes de como o monitoramento funcionará ainda precisam ser definidos, assim como o tamanho e o financiamento do Exército ucraniano. Ele argumentou que “nem todos estão prontos” para enviar forças e observou que o apoio também pode vir por meio de armas, tecnologia e inteligência.
A Rússia tem insistido que não assinará um cessar-fogo que inclua envio de tropas da Otan para o território ucraniano. Até o momento, o Kremlin não comentou o resultado da cúpula de Paris.
O arcabouço acordado em Paris não são compromissos vinculantes, deixando a Ucrânia ainda dependente da rapidez com que os aliados transformarão planos em garantias executáveis. Obstáculos de aprovação política, estruturas de forças ainda indefinidas, questões de financiamento e tensões nas relações transatlânticas podem atrasar ou enfraquecer essas promessas.
Até a própria existência da coalizão depende de saber se certos países estão prontos para ampliar sua presença
— Autoridades francesas disseram que 35 participantes estiveram presentes pessoalmente, incluindo 27 chefes de Estado ou de governo. , disse Zelenski.
Para a Ucrânia, o risco central é que a dissuasão permaneça apenas teórica enquanto a guerra continua.
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