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Além de Maduro, EUA sancionou 11 parentes de ditador da Venezuela

Antes da captura, os Estados Unidos não puniram apenas o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro. Levantamento da coluna mostra que 11 parentes do ditador ...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 02:30 · Atualizado há 3 dias
Além de Maduro, EUA sancionou 11 parentes de ditador da Venezuela
Foto: Reprodução / Arquivo

Antes da captura, os Estados Unidos não puniram apenas o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro. Levantamento da coluna mostra que 11 parentes do ditador – incluindo a ex-primeira-dama, a deputada Cília Flores, e o filho dele, o deputado Nicolás Maduro Guerra – entraram para a “Ofac List”, do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros que administra e aplica programas de sanções, desde 2018.

Com a sanção, Maduro e família não podem entrar nos EUA, tampouco obter visto – o ditador e Cília, porém, estão presos em Nova York desde sábado (3/1), para onde foram levados após os bombardeios e a captura em Caracas. Os bens no país também estão congelados.

O presidente dos EUA, Donald Trump, começou a fechar o cerco contra a família Maduro-Flores em 11 de dezembro, quando três sobrinhos de Cília foram punidos: Efrain Antonio Campo Flores, Franqui Francisco Flores de Freitas e Carlos Erik Malpica Flores, que ex-dirigente da estatal de petróleo da Venezuela. Os dois primeiros são conhecidos como “narco-sobrinhos” (veja a lista completa abaixo).

A Casa Branca ampliou as restrições oito dias depois ao sancionar cinco familiares diretos de Malpica Flores: pai, mãe, esposa, filha e irmã. O grupo pertence à família da ex-primeira-dama. Todas as punições ao clã Maduro-Flores foram aplicadas durante o primeiro e o segundo mandato de Trump (2017-2021 e desde 2025).

Mas esse padrão não continuou durante o governo do ex-presidente Joe Biden (2021-2025). De um lado, o democrata não mandou integrantes da família para a “Ofac List”. Do outro, manteve as sanções contra Maduro, Cília e o filho deputado. A única exceção recaiu sobre Malpica Flores, liberado em 2022 após sofrer a primeira sanção em julho de 2017.

Como mostrou a coluna, não só os EUA, bem como a União Europeia sancionam a nova presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, desde 2018. As restrições repetem as da família Maduro-Flores.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu Delcy Rodríguez como a “principal interlocutora” das negociações entre o país e a Venezuela. A líder chavista, que era vice-presidente desde 2018, alçou ao posto de Nicolás Maduro após a captura. O casal está preso em Nova Iorque.

Lula e Maduro se encontram antes da cúpula dos países sul-americanos

transição segura, adequada e criteriosa

— Trump disse em entrevista à imprensa que os EUA governariam o país até que houvesse uma . Depois, afagou a nova presidente da Venezuela ao dizer que a via como a sucessora natural de Maduro.

Delcy Rodríguez, por sua vez, respondeu que defenderia as riquezas naturais da Venezuela, que detém a maior reserva de petróleo do mundo. Foi então que Trump subiu o tom:

A atual presidente da Venezuela baixou o tom no último domingo (5/1). Em carta aberta, defendeu o diálogo, a paz, a cooperação internacional e um relacionamento “equilibrado e respeitoso” com outros países:

Maduro participou de uma audiência num tribunal em Manhattan, Nova Iorque, na qual se declarou inocente, na última segunda-feira (5/1). Segundo os EUA, o ex-presidente da Venezuela responderá por narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, uso de armas de guerra e lavagem de recursos provenientes do tráfico. Ainda não houve julgamento.

Sucessor do ex-presidente Hugo Chávez, Maduro é visto pela Casa Branca como chefe do Cartel de los Soles há mais de duas décadas. O governo de Donald Trump, no entanto, não apresentou provas. Os EUA classificam o grupo, que teria realizado o esquema em parceria com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), como organização terrorista internacional. A acusação prevê pena de prisão com duração de 20 anos à perpétua.

ultrapassam uma linha inaceitável

— Manifestações a favor e contra a captura de Maduro por parte dos EUA têm ocorrido Venezuela afora desde sábado. Chefes de estado de vários países também condenaram o ataque do governo Trump sem precedentes no continente americano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, declarou que os bombardeios em Caracas .

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