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Ação da Brava Energia despenca com queda do petróleo. Petrobras recua

As ações da Brava Energia negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) registravam forte queda, na tarde desta quarta-feira (7/1), influenciadas por um novo...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 13:35 · Atualizado há 4 dias
Ação da Brava Energia despenca com queda do petróleo. Petrobras recua
Foto: Reprodução / Arquivo

As ações da Brava Energia negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) registravam forte queda, na tarde desta quarta-feira (7/1), influenciadas por um novo recuo nos preços internacionais do petróleo.

Segundo analistas do mercado, os papéis da companhia estão entre os mais sensíveis a choques no mercado de petróleo. Apesar de contar com uma diversificada base de ativos, a resiliência da empresa aos preços mais baixos é considerada reduzida.

A Brava Energia é considerada mais sensível às oscilações nos preços internacionais do petróleo por causa de sua estrutura de custos e da necessidade permanente de Capex (Capital Expenditure) – os investimentos que uma empresa faz para adquirir, melhorar ou manter ativos de longo prazo.

Segundo estimativas do JPMorgan, a Brava deve registrar um fluxo de caixa livre negativo em 6,3% neste ano. Caso o preço médio do barril de petróleo do tipo Brent recue para o patamar de US$ 55, essa projeção negativa chega a 8,7%.

A Brava Energia é a principal companhia independente de óleo e gás do Brasil. Ela foi formada a partir da fusão entre a 3R Petroleum e a Enauta. A companhia é focada em maximizar o valor de ativos maduros (campos que já produziram muito) por meio de otimização e aquisições, com operações em terra e mar.

A Petrobras, uma das maiores empresas do país e com maior peso sobre a Bolsa do Brasil, também operava no vermelho no pregão desta quarta-feira, mas com uma queda bem menor que a da Brava Energia.

Às 13 horas, as ações ordinárias da estatal registravam perdas de 0,32%, a R$ 31,05. Já os papéis preferenciais da companhia caíam 0,17%, cotados a R$ 29,59.

Como o Metrópoles noticiou mais cedo, o preço internacional do petróleo segue sentindo os efeitos da escalada nas tensões geopolíticas e econômicas a partir dos ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela, no último fim de semana, que levaram à deposição do ditador Nicolás Maduro.

Nesta quarta, um petroleiro da Rússia que transportava óleo da Venezuela no Oceano Atlântico foi interceptado pelos EUA. A informação foi confirmada pelo Comando Europeu dos EUA e pela rede estatal russa RT, que divulgou vídeo em que um helicóptero norte-americano voa ao redor da embarcação de bandeira russa, em águas internacionais.

Por volta das 13h20 (pelo horário de Brasília), o barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) tombava 1,31% e era negociado a US$ 56,38.

No mesmo horário, o petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) recuava 0,77%, cotado a US$ 60,23.

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