As polícias do Ceará e do Rio de Janeiro realizam uma operação na comunidade da Rocinha, naquele Estado, na manhã deste sábado (31), para capturar chefes de uma facção criminosa que ordenam crimes em território cearense. Um policial foi baleado no pescoço.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, publicou, nas redes sociais, que "uma operação integrada entre as Forças de Segurança do Rio e do Ceará busca lideranças criminosas do estado nordestino que estão escondidas na Rocinha. Desde as primeiras horas da manhã, monitoro a ação diretamente do Quartel da PM".
Informações dos setores de inteligência de ambos os estados identificaram que lideranças criminosas do Ceará estariam comandando da Rocinha o crime organizado do estado nordestino. As lideranças estão sendo alvo de uma resposta rápida e coordenada e mandados de prisão estão sendo cumpridos neste momento."
Castro afirmou que não irá permitir "que o Rio de Janeiro seja usado como refúgio para criminosos". O Diário do Nordeste noticia que chefes do crime organizado que atuam no Ceará têm utilizado o Rio de Janeiro como esconderijo desde, pelo menos, março de 2024.
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Em seguida, o governador publicou os primeiros resultados da operação: a apreensão de quatro armas longas (as quais Castro classificou como "armas de guerra"), duas pistolas, um revólver e um radiocomunicador.
A reportagem solicitou mais informações sobre a operação à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) e à Polícia do Rio de Janeiro, mas ainda não recebeu retornos.
Policial é baleado no pescoço
Um policial que participa da operação na Rocinha foi baleado no pescoço e levado ao Hospital Miguel Couto, segundo informações do g1. O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, afirmou que o agente está fora de risco de morte.
Ainda segundo a publicação, os policiais do Ceará e do Rio de Janeiro tentam 29 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão.
A operação afetou o funcionamento de pelo menos três unidades de saúde da região. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS), a Clínica da Família Maria do Socorro está fechada para atendimento; o Centro Municipal de Saúde Albert Sabin está funcionando, mas as atividades externas estão suspensas; e o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da Rocinha atenderá apenas os pacientes prioritários.