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‘Passamos a noite na calçada’, conta um dos moradores que deixaram suas casas às pressas após explosão em SP

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 14/11/2025 às 21:15 · Atualizado há 3 dias
‘Passamos a noite na calçada’, conta um dos moradores que deixaram suas casas às pressas após explosão em SP
Foto: Reprodução / Arquivo
Morada que explodiu em SP era usada uma vez que repositório ilegal de fogos de artíficio
A Polícia de São Paulo está investigando o caso da explosão que destruiu uma extensão residencial no Tatuapé, Zona Leste. Uma pessoa morreu e dez ficaram feridas. Moradores ainda não têm para onde voltar.
É a vida tentando voltar ao normal num cenário que nem de longe lembra uma rua pacata da Zona Leste de São Paulo.
A explosão, sentida num relâmpago de 3 km, atingiu veículos que passavam por uma das avenidas mais movimentadas da cidade. E aterrorizou moradores.
A aposentada Joseli Silvestre mora ali há 40 anos.
"Deu aquela explosão, a rede da janela passou por cima de mim, ainda furou até o guarda-roupa, e aí eu fui arremessada para o solo."
Dona Neusa, de 90 anos, passou o dia recebendo telefonemas de parentes. O quarto dela foi destruído.
As imagens do drone dão dimensão de uma vez que a vaga de choque se espalhou por casas e prédios. E a tragédia poderia ser maior. A mansão onde havia um repositório ilegal de fogos de artifício ficava a menos de 200 metros de dois postos de combustíveis.
A polícia encontrou um corpo carbonizado nos escombros da mansão. Dez pessoas ficaram feridas. 11 imóveis permanecem interditados - entre eles, o do Héber. O rapaz não quer trespassar de perto porque tem susto de saques.
"Passamos a noite na passeio, né? Nossas coisas estão ali dentro, não pegamos zero, minha filha está sem sandália, sapato, zero", comenta Héber Quisp Ventura, costureiro.
A biomédica Vitória Gomes Lopes e as duas filhas - uma moçoila de 5 anos e uma bebê de 2 meses - por pouco não foram atingidas pelos estilhaços.
"E a gente ficou debaixo da escada, só esperando passar assim"
Repórter: Uma vez que é passar por isso com 2 crianças?
Vitória: Nossa, a gente tira forças de onde não tem por elas assim, só para tirar elas daqui.
Em uma mansão nenhuma vidraça ficou inteira. Janelas foram arrancadas. O mais impressionante foi a ruína da cozinha. O morador, único que estava em mansão, tinha terminado de passar por ali, entrou num quarto que fica muito ao lado onde houve a explosão e o revestimento de gesso do teto foi inferior. Por pouco, ele não se feriu.
"Ele me ligou desesperado falando: 'Andreia, vem pra mansão que a mansão tá explodindo.' 'Uma vez que assim?' 'Vem pra mansão, a mansão está acabada, explodiu tudo'", diz Andreia Medeiros, dona de mansão.
Polícia de São Paulo investiga explosão que destruiu uma extensão residencial na Zona Leste de SP
Reprodução/TV Mundo
A polícia disse já ter uma certeza: a mansão que explodiu era usada uma vez que repositório ilegal de fogos de artifício e produtos químicos. E o morador já tinha sido recluso por soltar balões.
É debaixo dos escombros de UMA mansão que policiais e peritos buscam respostas para a explosão de quinta-feira (13) à noite. A polícia suspeita que uma edícula, nos fundos do imóvel, servia uma vez que repositório ilegal de fogos de artifício e produtos químicos inflamáveis, usados na fabricação de balões.
A mansão estava alugada em nome de Talita Lúcia Ferreira, ex-mulher de Alessandro de Oliveira Mariano. Mas quem morava ali eram o irmão de Alessandro, Reunir de Oliveira Mariano, e a mulher dele, Jilvana Nunes da Paixão.
O Jornal Vernáculo teve aproximação ao testemunho de Jilvana. Ela disse que passeava no shopping com os sobrinhos no momento da explosão. E que Reunir tinha ficado em mansão sozinho.
Jilvana disse que não sabia que o marido produzia balões ou fogos de artifício, embora tivesse conhecimento de que ele eventualmente saía para observar pessoas soltando balões.
Ela explicou que o imóvel tinha duas casas separadas: a primeira, onde vivia com Reunir, e a segunda, à qual só ele tinha a chave e o aproximação. Segundo Jilvana, Reunir dizia que guardava ali móveis e objetos de sua antiga residência.
Jilvana afirmou que não percebeu nenhum cômodo do imóvel sendo usado de forma atípica, uma vez que repositório, oficina ou extensão de montagem de balões.
"O armazenamento já está nítido para a gente. Agora a gente vai investigar a segmento de fabricar, produzir, vender balão também, né?", afirmo mandatário Filipe Soares.
Oriente ano, Reunir publicou nas redes sociais vídeos de balões e fogos de artifício. A polícia disse que ele já tinha sido autuado quatro vezes por soltar balões, o que é transgressão ambiental.
Oficialmente, Reunir de Oliveira Mariano está sumido. Mas a polícia não tem dúvidas de que é dele o corpo de um varão, encontrado morto na quinta-feira (13) entre os destroços. Um inspecção de DNA deve confirmar a identidade dele.
"A gente vai ter que apurar, individualizar a responsabilidade de cada um. Cada um responder pela sua conduta. No caso do Reunir, uma vez que ele morreu não pode ser recluso, mas, no caso agora, a gente vai tentar investigar a origem dos produtos, quem é a pessoa que forneceu, porque é difícil ter aproximação a isso. Portanto vamos procurar levantar quem são os responsáveis, se tinha mais alguém que ajudava ele ali na manipulação dos artefatos. São coisas que a gente precisa de um pouco mais de tempo para apurar", diz o mandatário.
Morada que explodiu em SP era usada uma vez que repositório ilegal de fogos de artíficio
Reprodução/TV Mundo
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