O Plenário da Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (10), suspender o procuração do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) por seis meses. Foram 318 votos contra 141. Houve três abstenções. Assim, foi rejeitada a cassação do parlamentar e ele não perdeu os direitos políticos.
Glauber foi réu, em abril do ano pretérito, de ter agredido o integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Gabriel Costenaro. Para aprovação da medida opção ou para a cassação, seriam necessários ao menos 257 votos dos parlamentares.
Em uma primeira votação no Plenário, foi aprovada a preferência que substituiu a cassação que torna Glauber inelegível por uma suspensão de seis meses. Houve 226 votos para essa medida e 220 contra.
Diante do cenário, parlamentares que eram em prol de uma cassação entenderam que seria melhor uma peroração do processo com punição do que uma eventual indulto.
A suspensão, porquê punição opção, foi proposta pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
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GREVE DE FOME
Em abril deste ano, a cassação do deputado Glauber foi aprovada pelo Juízo de Moral da Câmara dos Deputados, por 13 votos a cinco. Em reação, o parlamentar fez greve de inópia e dormiu no solo dos plenários de comissões da Vivenda.
O psolista diz, à estação, ser mira de um esquema arquitetado pelo vetusto presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que, segundo ele, atuaria nos bastidores para asseverar o revés contra o parlamentar do estado do Rio de Janeiro.
"Tomei a decisão inconciliável, irrefutável de que não vou ser derrotado por Arthur Lira, não vou ser derrotado pelo orçamento secreto, não vou ser derrotado pelo sócio minoritário dessa história que foi o MBL [Movimento Brasil Livre]", disparou Glauber posteriormente a decisão.
CADEIRA DE HUGO MOTTA
O deputado chamou atenção, na terça-feira (9), ao ocupar a cadeira da presidência da Câmara Federalista posteriormente o proclamação da votação do Projeto de Lei (PL) da Dosimetria — recíproco ao PL da Anistia.
"Vou me manter firme cá até o final dessa história. Se o presidente da Câmara quiser tomar uma atitude dissemelhante daquela que ele tomou com os golpistas que ocuparam essa mesa diretora e que até hoje não tiveram qualquer punição, essa é uma responsabilidade dele. Ficarei cá até o limite das minhas forças", afirmou o parlamentar.
Pouco antes do político ocupar a cadeira da presidência, o patrão da Vivenda, Hugo Motta (Republicanos-PB) informou que analisaria um pedido de cassação dele, que é réu de agredir um manifestante na Câmara.
Junto a esse processo, também falou que levaria a plenário os processos envolvendo Carla Zambelli (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).