A música Not Like Us, do rapper americano Kendrick Lamar, contém graves acusações contra o canadense Drake. A diss track, termo usado para músicas que atacam outros artistas, sugere, entre outras coisas, que o cantor teria comportamentos pedófilos. Diante disso, Drake processou a Universal Music Group (UMG), alegando que a gravadora permitiu o uso da faixa por criadores de conteúdo sem as devidas precauções de direitos autorais. Ele também acusou a empresa de impulsionar artificialmente o sucesso da música por meio de bots.
Veja também
O rapper afirmou ainda que passou a temer por sua segurança e a de sua família, citando um episódio em que um de seus seguranças foi morto a tiros em frente à sua casa após o lançamento da faixa. Em resposta, a UMG negou todas as acusações, classificando-as como “falsas” e “ilógicas”.
A gravadora argumentou que Drake já utilizou estratégias semelhantes em disputas musicais anteriores e que agora estaria tentando usar o sistema judicial como arma. Kendrick Lamar não se pronunciou sobre o caso.
Drake retira 'acusações importantes'
Na última sexta-feira (21), o advogado da UMG, Rollin A. Ransom, protocolou um pedido para adiar uma conferência pré-julgamento marcada para 2 de abril. Segundo o documento, a Universal pretende arquivar a moção de Drake até 17 de março.
Além disso, Ransom afirmou que Drake concordou em retirar “certas alegações importantes” da queixa. No entanto, o documento não especifica quais acusações foram retiradas nem o impacto que essa mudança pode ter no andamento do processo.