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Webb flagra mais explosões do buraco negro central da Via Láctea

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 29/11/2025 às 00:09 · Atualizado há 6 dias
Webb flagra mais explosões do buraco negro central da Via Láctea
Foto: Reprodução / Arquivo

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O Telescópio Espacial James Webb (JWST, na {sigla} em inglês) realizou observações sem precedentes de erupções de Sagitário A* (Sgr A*), o buraco preto supermassivo no coração da Via Láctea.

Pela primeira vez, essas explosões foram capturadas no regime do infravermelho médio, oferecendo uma novidade perspectiva que pode ser crucial para desvendar os mecanismos por trás desses fenômenos cósmicos e o papel dos campos magnéticos na material que circunda esses gigantes espaciais.

Ilustração da erupção de infravermelho médio se movendo à medida que os elétrons espiralam em torno dos campos magnéticos de Sgr A* (Imagem: CfA/Mel Weiss)

A equipe de astrônomos, que inclui Sebastiano von Fellenberg, do Instituto Max Planck de Radioastronomia na Alemanha, utilizou o JWST para preencher uma vazio vital no espectro das observações de Sgr A*.

Anteriormente, as chamas eram rotineiramente estudadas no infravermelho próximo e em outros comprimentos de vaga, mas o infravermelho médio permanecia um “buraco” no conhecimento.

De combinação com von Fellenberg, os dados do infravermelho médio são “emocionantes” porque permitem conectar os regimes de rádio e infravermelho próximo. Embora as chamas de infravermelho médio se assemelhem às de infravermelho próximo, elas se diferenciam da versatilidade observada no rádio, indicando nuances importantes nos processos que as geram.

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Representação artística do Telescópio Espacial James Webb
James Webb foi o rersponsável pelas detecções inéditas (Imagem: Vadim Sadovski/Shutterstock)

Desvendando os mistérios das chamas de buracos negros

  • A natureza dos buracos negros, com seu horizonte de eventos onde nem mesmo a luz consegue evadir, torna intrigante o estudo de emissões de radiação eletromagnética vindas deles;
  • No entanto, as explosões de Sgr A*, um buraco preto com a tamanho equivalente a mais de quatro milhões de sóis, não vêm do buraco preto em si, mas da material em seu entorno;
  • Simulações indicam que essas “erupções” podem ser resultado de interações entre os campos magnéticos circundantes;
  • Quando as linhas de campo magnético se conectam, uma imensa quantidade de pujança é liberada, gerando um tipo de radiação conhecida porquê “radiação síncrotron“;
  • A variação no índice espectral do infravermelho médio da labareda de Sgr A* ao longo de sua vida útil revelou aos pesquisadores a ocorrência de um fenômeno chamado “resfriamento síncrotron“;
  • Oriente processo ocorre quando elétrons de subida velocidade perdem pujança ao enunciar radiação síncrotron, que, por sua vez, alimenta as emissões de infravermelho médio observadas.

Von Fellenberg explica ao Space.com que, embora a intensidade do campo magnético pudesse ser medida com as chamas de infravermelho próximo, essas medições não permitiam que os cientistas a determinassem independentemente de outros parâmetros, porquê o número totalidade de elétrons na região de emissão.

“Esta novidade forma de instaurar a intensidade do campo magnético é particularmente útil, pois é bastante ‘limpa‘, sem muitas suposições na mensuração”, destacou o pesquisador, ressaltando sua valimento para modelos teóricos que têm poucas restrições para Sgr A* nesse vista.

buraco negro
Uma imagem do buraco preto supermassivo no núcleo da Via Láctea, chamado de Sagitário A* (Imagem: Colaboração Event Horizon Telescope)

Imposto crucial do JWST

As observações foram possíveis graças à subida sensibilidade do JWST, principalmente ao modo de espectrômetro de média solução (MRS, na {sigla} em inglês) do seu instrumento de infravermelho médio (MIRI, na {sigla} em inglês).

O pesquisador enfatizou que, para depreender tamanha sensibilidade no infravermelho médio, é imprescindível que o telescópio esteja no Espaço, já que a atmosfera terrestre interfere drasticamente nas observações baseadas em solo nesse comprimento de vaga.

Ou por outra, o instrumento MIRI/MRS é o primeiro a oferecer uma cobertura tão ampla de comprimento de vaga para Sgr A*, pré-requisito necessário para medir o índice espectral. A pesquisa da equipe está disponível no repositório de artigos arXiv, acompanhada de dois artigos adicionais.

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