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Trajetória do cometa 3I/ATLAS ganha precisão 10 vezes maior

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 14/11/2025 às 18:17 · Atualizado há 9 horas
Trajetória do cometa 3I/ATLAS ganha precisão 10 vezes maior
Foto: Reprodução / Arquivo

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Desde que foi revelado, em julho, o cometa 3I/ATLAS – terceiro objeto interestelar já detectado no Sistema Solar – vem sendo monitorado por astrônomos do mundo todo. A altíssima velocidade de movimento tornava difícil prever com precisão a trajetória do objeto no firmamento. No entanto, a Dependência Espacial Europeia (ESA) superou esse repto.

Em um expedido publicado nesta sexta-feira (14), a ESA revelou a sonda ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO), em trajectória de Marte, “melhorou a previsão da localização do cometa em um fator de 10”, o que significa um aumento de 900% na precisão dos dados do cometa.

Até setembro, os cálculos da trajetória do 3I/ATLAS dependiam exclusivamente de telescópios terrestres. Entre 1 e 7 de outubro, o TGO mirou o “forasteiro” a partir de Marte. Na passagem mais próxima, ele chegou sobre 29 milhões de km do planeta, uma intervalo relativamente curta em termos espaciais.

A sonda se aproximou do 3I/ATLAS muro de 10 vezes mais do que os telescópios na Terreno e observou-o de um ângulo dissemelhante. Combinando esses dados com observações terrestres, os cientistas conseguiram reduzir significativamente a incerteza sobre a posição do cometa.

Inicialmente, os cientistas esperavam exclusivamente um progressão simples. Mas os resultados foram muito superiores, dando aos astrônomos crédito para mostrar seus instrumentos e escoltar com mais precisão a trajetória do visitante interestelar, que cruza o Sistema Solar a até 250 milénio km/h.

Sequência de imagens do cometa 3I/ATLAS capturadas pelo satélite ExoMars TGO, da ESA, a partir da trajectória de Marte. Crédito: ESA/TGO/CaSSIS

A união faz a força!

Usar observações feitas a partir de Marte não foi tarefa simples. O Sistema de Imagem Colorida e Estereoscópica da Superfície (CaSSIS), instrumento a bordo do TGO projetado para estudar a superfície marciana, teve de ser reconfigurado para mirar o espaço profundo. A câmera conseguiu identificar o distante 3I/ATLAS entre as estrelas e fornecer dados essenciais para refinar os cálculos da trajetória.

A equipe de resguardo planetária do Núcleo de Coordenação de Objetos Próximos da Terreno da ESA precisou levar em conta a posição única da sonda. Normalmente, as observações vêm de telescópios fixos na Terreno ou de espaçonaves próximas, porquê o Hubble ou o James Webb. Desta vez, a efeméride do cometa dependia da trajectória do TGO em Marte.

Para isso, equipes de dinâmica de voo, ciência e instrumentação da ESA e parceiros trabalharam juntas, enfrentando detalhes complexos para reduzir margens de erro e atingir a máxima precisão provável.

Os dados obtidos marcam a primeira vez que medições astrométricas de uma espaçonave orbitando outro planeta foram oficialmente incluídas no banco de dados do Minor Planet Center (MPC), que centraliza observações de asteroides e cometas e integra informações de telescópios, radares e sondas.

As missões da ESA aproveitadas para investigar o cometa 3I/ATLAS. Crédito: ESA

Embora o 3I/ATLAS não represente risco à Terreno, sua passagem serve porquê um teste para a resguardo planetária. Triangular dados de diferentes pontos do espaço aumenta a precisão dos cálculos e ajuda a ESA a se preparar para monitorar objetos potencialmente perigosos.

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3I/ATLAS emite sinal de rádio

Astrônomos registraram pela primeira vez um sinal de rádio vindo do cometa 3I/ATLAS, no momento em que ele ultrapassava a metade de sua rota pelo Sistema Solar. 

Embora o encontrado tenha despertado rumores sobre uma provável origem tecnológica forasteiro, especialistas garantem que a explicação é totalmente originário. Saiba mais cá.

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