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Por que algumas pessoas têm medo de médicos e dentistas?

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/12/2025 às 00:05 · Atualizado há 1 dia
Por que algumas pessoas têm medo de médicos e dentistas?
Foto: Reprodução / Arquivo

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Você já marcou uma consulta de rotina e, conforme a data se aproximava, sentiu aquele indiferente na bojo inexplicável? Ou talvez tenha “esquecido” de agendar aquele retorno no dentista ou check-up anual por três anos seguidos?

Calma, você não precisa ter vergonha desse pânico e ele é muito mais geral do que parece. O envolvente galeno, com suas luzes brancas, cheiro de antisséptico e o som agudo de certos instrumentos, é capaz de despertar um instinto primitivo de fuga em muita gente.

Embora para alguns seja unicamente um desconforto passageiro, para outros, essa impaciência é paralisante. Esse pânico não é “frescura” ou falta de maturidade, mas sim uma resposta psicológica e fisiológica real, muitas vezes enraizada em mecanismos de resguardo do nosso cérebro. Mas o que exatamente transforma profissionais de saúde, dos quais trabalho é cuidar de nós, em figuras enraizadas em nossos medos?

Por que eu tenho pânico de ir ao médico ou dentista?

Para entender esse pânico, precisamos primeiro dar nome aos bois. Quando a impaciência em relação a médicos se torna excessiva e irracional, ela é classificada clinicamente uma vez que iatrofobia. Especialistas explicam que a iatrofobia pode motivar desde náuseas até ataques de pânico, levando o paciente a diferir cuidados essenciais de saúde.

Dentista examinando boca de paciente (Imagem: Cedric Fauntleroy/Pexels)

Já a dentofobia, o pânico de ir ao dentista, é uma exigência específica que afeta uma parcela significativa da população. Dissemelhante de um simples nervosismo, a dentofobia é um pânico intenso que pode ser desencadeado por experiências traumáticas passadas, pânico de agulhas ou até mesmo pela sensação de perda de controle ao estar deitado com a boca oportunidade.

Existem alguns gatilhos principais que a ciência identificou para explicar por que fugimos do consultório:

  • O pânico do ignoto (e das más notícias): Muitas vezes, não é o fiscalização físico que assusta, mas o resultado dele. O receio de desenredar uma doença grave ou de ser julgado pelos hábitos de vida faz com que muitas pessoas evitem ir ao médico para não ter que mourejar com “más notícias”. É a lógica do “quem procura, acha”, usada de forma prejudicial contra a própria saúde.
  • A Síndrome do Jaleco Branco: Você já mediu sua pressão em mansão e estava normal, mas no consultório ela foi às alturas? Isso é real. O simples traje de estar em um envolvente médico pode enaltecer a pressão arterial de pacientes que, fora dali, são normotensos. Esse fenômeno, divulgado uma vez que síndrome do jaleco branco, é resultado de uma vez que o estresse do envolvente galeno afeta nosso corpo, criando um ciclo vicioso de impaciência a cada novidade consulta.
  • Dor e invasão: Procedimentos médicos e odontológicos podem ser invasivos. A antecipação da dor (muitas vezes pior que a dor em si) ativa áreas do cérebro ligadas à prenúncio, fazendo com que o corpo se prepare para lutar ou fugir, mesmo que você esteja unicamente indo fazer uma limpeza nos dentes.
Paciente nervoso prestes a passar em consulta médica
Paciente nervoso prestes a passar em consulta médica (Imagem: Alex Green/Pexels)

Entender que esses medos possuem fundamentos biológicos e psicológicos é o primeiro passo. O segundo é lembrar que a medicina evoluiu: hoje, o foco no conforto do paciente e no controle da dor é muito maior do que na idade em que muitos desses traumas foram criados.

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Estratégias para vencer o pânico 

Saber que a fobia existe é importante, mas ter um projecto de ação é o que resolve o problema na prática. Enfrentar o consultório não precisa ser uma experiência traumática se você utilizar “hacks” mentais e comportamentais para retomar o controle da situação.

Confira as principais dicas para tornar sua próxima consulta mais tranquila:

  • Estabeleça um “sinal de pare”: Combine um gesto com o profissional (uma vez que levantar a mão) para interromper o procedimento caso se sinta desconfortável. Isso devolve a sensação de controle.
  • Hackeie seu sistema nervoso: Use a respiração 4-7-8 (inspire em 4s, segure por 7s, solte em 8s) enquanto aguarda. Isso força o corpo a transpor do estado de alerta.
  • Evite a “sofrência” antecipada: Marque consultas sempre no primeiro horário da manhã. Assim, você evita passar o dia todo ruminando sobre o compromisso.
  • Bloqueie os gatilhos: Ligeiro fones de ouvido com cancelamento de soído. Ouvir música ou podcasts ajuda a roubar sons estressantes (uma vez que o motorzinho do dentista) e distrai a mente.
  • Jogue limpo: Avise o médico ou dentista sobre seu pânico logo no início. Profissionais avisados tendem a ser mais pacientes, cuidadosos e explicativos durante o atendimento.

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