Publicidade
Capa / Tecnologia

Olhos azuis não são realmente azuis — cientificamente falando

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 12/09/2025 às 22:53 · Atualizado há 1 semana
Olhos azuis não são realmente azuis — cientificamente falando
Foto: Reprodução / Arquivo

Pesquisadora revela como a genética e a luz determinam a cor dos nossos olhos — e por que cada par é único

Cor dos olhos é definida pela quantidade de melanina na íris (Imagem: LuckyStep/Shutterstock)

Compartilhe esta matéria

Sejam azuis, verdes ou castanhos, os olhos são uma das primeiras coisas que notamos nas pessoas — e, muitas vezes, o que mais lembramos.

Eles têm uma forma única de prender nossa atenção, despertando reconhecimento ou curiosidade antes mesmo de qualquer palavra ser dita

— explica Davinia Beaver, pesquisadora do Centro Clem Jones de Medicina Regenerativa da Universidade Bond, em artigo publicado no The Conversation.
Estudo mostra como melanina e genes transformam os olhos em “pequenos universos” de cores e luz (Imagem: Tocarciuc Dumitru/iStock)

O papel da melanina

A cor dos olhos é definida pela quantidade de melanina na íris. Quanto mais melanina, mais escuros os olhos — por isso o marrom é o tom mais comum no mundo.

Os olhos azuis, por outro lado, têm pouca melanina, e sua tonalidade vem da forma como a luz é dispersa, fenômeno conhecido como efeito Tyndall, o mesmo que deixa o céu azul.

Já os olhos verdes surgem de uma combinação de melanina moderada e dispersão de luz. “Cada íris é como um pequeno universo, com manchas e reflexos que mudam conforme a iluminação”, destaca Beaver.

mulher com os olhos abertosMais que estética: cor dos olhos é resultado de física, biologia e herança genética (Imagem: Amanda Dalbjörn/Unsplash)

Leia mais:

Genética e curiosidades

  • A herança genética é complexa: muitos genes participam na determinação da cor, o que explica por que irmãos podem ter olhos de cores diferentes.
  • A tonalidade também pode mudar ao longo da vida, especialmente nos primeiros anos de infância.
  • Condições raras, como a heterocromia — quando cada olho tem uma cor —, tornam alguns olhares ainda mais marcantes.

Os olhos não apenas nos permitem ver o mundo, mas, também, nos conectam uns aos outros

— conclui Beaver.
olhosPigmentos, luz e genética criam a paleta de cores mais hipnotizante do corpo humano (Imagem: AnnaVel/Shutterstock) Leandro Costa Criscuolo

Colaboração para o Olhar Digital

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade