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o raro fenômeno óptico que aparece no nascer ou no pôr do sol

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/12/2025 às 02:00 · Atualizado há 3 dias
o raro fenômeno óptico que aparece no nascer ou no pôr do sol
Foto: Reprodução / Arquivo

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Você sabia que, sob condições específicas, é verosímil ver uma luz verdejante surgir no horizonte? O relâmpago verdejante é um fenômeno óptico vasqueiro e fascinante que dura exclusivamente alguns segundos durante o nascer ou o pôr do sol. 

Embora seja muito sabido por astrônomos e navegadores, ele ainda desperta curiosidade do público em universal e inspira pesquisas científicas, relatos culturais e até obras artísticas, incluindo filmes e livros. Continue lendo para desvendar porquê ele funciona.

O que é o relâmpago verdejante

Relâmpago verdejante / Crédito: Brocken Inaglrory (Wikimedia/reprodução)

O relâmpago verdejante ocorre quando a atmosfera refrata e dispersa a luz solar. Quando o Sol se aproxima do horizonte, sua luz atravessa uma classe mais espessa de ar e se decompõe em diferentes cores, porquê em um prisma. 

As cores de comprimento de vaga menor, porquê verdejante e azul, se curvam mais do que o vermelho e o laranja. Nesse momento, o topo do disco solar pode revelar uma fina borda verdejante por um ou dois segundos. Em situações ainda mais raras, o fulgor aumenta e forma um clarão verdemar.

Uma vez que o fenômeno se forma

A atmosfera curva a luz solar de pacto com o comprimento de vaga. O vermelho sofre menos refração, enquanto o verdejante e o azul sofrem mais. Uma vez que o azul se dispersa com maior facilidade, ele se torna menos visível. 

Relação entre a frequência da luz e o comprimento de onda
Relação entre a frequência da luz e o comprimento de vaga. Com uma frequência maior (violeta) se têm um comprimento de vaga menor, com uma frequência menor (vermelho) se têm um comprimento de vaga maior. Manadeira: LucasVB/wikimedia.org

O verdejante, por sua vez, permanece perceptível no momento final do pôr do sol. Quanto mais limpa e fixo a atmosfera estiver, maiores são as chances de o fulgor entender intensidade suficiente para ser visto a olho nu.

Influência das condições atmosféricas

Série de cores no horizonte da Terreno. (Imagem: NASA)

Para o relâmpago verdejante ocorrer, o horizonte precisa permanecer completamente desobstruído e sem neblina. Certas condições, porquê a inversão térmica, aumentam o índice de refração e podem produzir miragens que reforçam o efeito. 

O fenômeno aparece com mais frequência no mar, onde o horizonte costuma ser evidente e muito definido, mas também surge em altitudes elevadas, montanhas ou até no topo de nuvens.

Interação com miragens

Miragens podem distender ou multiplicar imagens da borda superior do Sol, criando diferentes tipos de raios verdes. Com uma atmosfera estratificada, o efeito pode se transformar em uma série de flashes ou assumir formatos mais longos. O fulgor pode se expandir para cima, formando o chamado “relâmpago verdejante”. Em situações extremas, observadores podem registrar o fenômeno por vários segundos, um pouco incomum.

Miragem na rodovia BR-369 entre Boa Esperança e Campo Belo – fenômeno óptico causado pela refração da luz em camadas de ar com diferentes temperaturas / Crédito: Wikimedia (reprodução)

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Onde e quando observar o relâmpago verdejante

O fenômeno pode ser visto de qualquer latitude, mas as condições mais favoráveis ocorrem em locais com horizonte limpo, porquê o oceano. Por culpa da visibilidade privilegiada, pilotos de avião observam o fenômeno com mais frequência, principalmente em voos que seguem em direção ao oeste, onde o pôr do sol parece retardado.

Em altitudes elevadas, ele também pode surgir com transparência, desde que o ar esteja fixo e pouco poluído.

Tipos de relâmpago verdejante

Relâmpago verdejante vasqueiro em San Francisco / Crédito: Brocken Inaglory (Wikimedia, reprodução)
  • Relâmpago verdejante por miragem subalterno: É o tipo mais generalidade. Surge quando a superfície está mais quente que o ar supra, criando uma miragem subalterno que achata o disco solar. O fulgor verdejante dura de um a dois segundos e é visto próximo ao nível do mar.
  • Relâmpago verdejante por miragem superior (mock-mirage): Esse tipo ocorre quando há uma classe fria próxima à superfície e uma classe quente supra. O observador precisa estar supra dessa formação. O efeito “pinça” secção do topo do Sol, criando uma lâmina verdejante fina.
  • Relâmpago verdejante sub-duct:  Surge quando o observador se posiciona logo aquém de um possante gradiente térmico, chamado “ducto”. Essa forma pode prolongar o fulgor por mais tempo, às vezes por até 15 segundos.
  • Relâmpago verdejante propriamente dito:  É a forma mais espetacular, quando um lio verdejante parece “saltar” para cima no momento final do pôr do sol. O fenômeno depende de ar ligeiramente turvo, que reflete o próprio clarão verdejante porquê se fosse uma pilastra luminosa.

O relâmpago verdejante na cultura

A literatura ajudou a popularizar o fenômeno. Em 1882, o plumitivo gaulês Jules Verne publicou O Relâmpago Virente. A história acompanha Helena Campbell, uma jovem escocesa que tenta evitar um casório refeito com o promissor, porém pedante, observador Aristobulus Ursiclos. Para evadir desse rumo, ela decide buscar o lendário “relâmpago verdejante”.

No cinema, Éric Rohmer lançou Le Rayon Vert em 1986 e reforçou o mistério e o fascínio cultural em torno do fenômeno. O filme acompanha Delphine, uma jovem parisiense solitária que procura um paixão verdadeiro durante as férias de verão. Incomodada pela superficialidade das relações ao seu volta, ela se apega à mito do “relâmpago verdejante”, acreditando que o vasqueiro fulgor pode trazer transparência emocional e revelar o que seu coração realmente deseja.

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