Publicidade
Capa / Tecnologia

O que os astronautas comem no espaço? A dieta espacial revelada

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 28/09/2024 às 23:20 · Atualizado há 2 semanas
O que os astronautas comem no espaço? A dieta espacial revelada
Foto: Reprodução / Arquivo

Existem diversos desafios para que os astronautas comam no espaço e em condições de baixa gravidade. A atividade de levar o alimento do pacote até a boca é o primeiro deles. Mas outros seguem, o que resulta em algumas peculiaridades. Para permitir a presença do ser humano por longos períodos no espaço, os cientistas inventaram novas formas de preparar e embalar refeições.

Em geral, quando vão ao espaço, os astronautas comem alimentos similares às pessoas da Terra. Na Estação Espacial Internacional (ISS), o cardápio inclui mais de 100 itens, desde frutas, vegetais, refeições pré-preparadas até sobremesas.

Eles fazem três refeições ao dia e podem comer lanches a qualquer momento para que cheguem a, pelo menos, 2,5 mil calorias por dia, segundo o Royal Museums Greenwich. Com frequência, os próprios astronautas escolhem seus menus.

Falta de cálcio e sabor

A espaçonave Starliner, da Boeing, retorna vazia à Terra esta noite (Imagem: Boeing)

Um dos problemas enfrentados no espaço é a perda de até 20% da densidade dos ossos e músculos. Ao chegar na Terra, isso aumenta o risco de fraturas. Além de se exercitar, os astronautas precisam ingerir alimentos ricos em cálcio.

Os fluidos corporais agem de forma diferente no espaço. Enquanto na Terra eles tendem a ir em direção aos pés, na gravidade reduzida esses fluidos se movem livremente no corpo. Isso cria uma sensação similar a de um resfriado ou uma sinusite, o que faz com que alimentos pareçam sem sabor.

Para compensar isso, muitos astronautas têm preferência por comidas apimentadas, como pimenta e wasabi.

Como astronautas comem no espaço?

As comidas e bebidas são embaladas utilizando métodos similares em outras formas de longas viagens, em especial, viagens militares. São usados sacos plásticos com embalagem de zíper, embalagens a vácuo e latas por conta de seu baixo peso, tamanho compacto e selos herméticos. Isso evita a deterioração e vazamento dos alimentos.

astronauta homem na lua (1)Reprodução: @historyhd/Unsplash

Os astronautas preparam as refeições usando micro-ondas e fornos de convecção. Nas estações de água, uma pistola reidrata as refeições desidratadas e enche os sacos de água. Um código de barras na embalagem da refeição permite que a equipe da missão acompanhe o que eles estão comendo.

Na sala de jantar, as cadeiras e mesas ficam fixadas no chão. Os astronautas se amarram nas cadeiras e comem de bandejas magnetizadas, utilizando garfos, facas e colheres.

Leia também

O que se come no espaço?

A comida enviada para o espaço costumava ser desidrata e embaladas em tubos, em forma de pastas. A medida em que a tecnologia evoluiu, as refeições começaram a se tornar mais parecidas com as feitas na Terra.

Icônica foto mostra o astronauta Bruce McCandless II a poucos metros do ônibus espacial Challenger, flutuando livremente na órbita da Terra. Crédito: NASA/Hoot Gibson

Veja abaixo alguns métodos que ajudam astronautas a comer no espaço:

  • Alimentos frescos: frutas e vegetais são refrigerados a bordo da espaçonave. Devem ser comidas rapidamente para evitar desperdício.
  • Derivados de animais: carnes e laticínios recebem radiação ionizada antes de irem para a embalagem. Além de aumentar a vida útil desses alimentos, o processo diminui o risco de contaminação por micróbios.
  • Alimentos de umidade intermediário: esse tipo de comida contém uma quantidade de água pequena o suficiente para limitar o crescimento de micróbios. Nesse caso, processos envolvendo salgar ou secar o alimento sob o Sol bastam.
  • Alimentos e bebidas reidratadas: ao remover a água do alimento, se torna mais difícil para bactérias se multiplicarem ali. Uma vez que os astronautas irão comê-los, a água volta para eles.
'; } else if (playerDef.getAttribute('data-type') == 'iframe'){ target.innerHTML = ''; } else { target.innerHTML = '"'; } } }; OD.libraryLoaded(); if (window.OD_bodyAlreadyLoaded===true) OD.bodyLoaded(); document.addEventListener('click', OD.linkTargetPopup, true); //////////////////////////////////////////////// // OpenWeb //////////////////////////////////////////////// /* window.OD.addOnLoad(function(){ // Apenas matérias if (!OD.postID) return; // Callbacks window.openWeb_onNewUnseen = function(count) { var e = document.getElementById('openWebBellBadge'); if (e){e.innerText = count; e.setAttribute('data-unseen', (count>0 ? 'yes' : 'no'));} } window.openWeb_openNotifications = function(){ var payload = {postId: OD.postID, instanceId: "EmbeddedNotifications"}; if (typeof window.__OW_OPEN_NOTIFICATIONS__ === 'function') { window.__OW_OPEN_NOTIFICATIONS__(payload); window.openWeb_onNewUnseen(0); return; } document.addEventListener('ow-notifications-sdk-ready', function() { window.__OW_OPEN_NOTIFICATIONS__(payload); window.openWeb_onNewUnseen(0); }); // clicked but not loaded, load now if available window.OD.openWebInit(); }; // Init if (typeof window.__OW_SUBSCRIBE_TO_NOTIFICATIONS__ === 'function') { window.__OW_SUBSCRIBE_TO_NOTIFICATIONS__(OD.postID, window.openWeb_onNewUnseen); return; } document.addEventListener('ow-notifications-sdk-ready', function(){ window.__OW_SUBSCRIBE_TO_NOTIFICATIONS__(OD.postID, window.openWeb_onNewUnseen); }); }); */

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade