Por Raphael Giannotti • Editado por Jones Oliveira | 07/01/2026 às 12:05
Enquanto o mercado de hardware entra em pânico com a escassez global de DRAM e preços dobrando em questão de semanas, a NVIDIA está em outro nível. Durante uma sessão de perguntas e respostas para analistas na CES 2026, o CEO Jensen Huang explicou como a gigante das GPUs se blindou contra o problema que afeta absolutamente toda a indústria.
e vantajosa. O segredo? Dinheiro na frente e planejamento agressivo. Segundo o executivo, a empresa previu o
— A crise, impulsionada pela demanda insaciável dos data centers de IA, criou uma escassez histórica. No entanto, Huang afirmou que a NVIDIA está em uma "posição fortesuperciclo" de demanda e investiu muito em seus parceiros bem antes da crise estourar.
Investimos muito, grande parte na forma de pagamentos antecipados, permitindo que eles expandissem a capacidade
— disse Huang. Ou seja, a NVIDIA financiou a expansão das fábricas de memória para garantir que seus chips HBM e DRAM fossem os primeiros a sair da linha de produção.
Huang destacou um detalhe técnico que coloca o Time Verde à frente da concorrência: o controle da cadeia de suprimentos:
Normalmente, fabricantes de chips dependem de terceiros, mas a NVIDIA precisa transformar essa memória em supercomputadores CoWoS (Chip-on-Wafer-on-Substrate). Jensen comparou esse processo a uma "ligação de encanamento" complexa que a empresa domina, tornando-se uma vantagem estratégica crucial em tempos de escassez.
da NVIDIA se aplica principalmente à sua infraestrutura de IA e data centers. Mesmo garantindo um estoque aparentemente gigante de DRAM, a linha gamer de GPUs GeForce não deve se beneficiar, e sejamos sinceros: esse não é o foco da NVIDIA agora, já que ela é uma
— Aqui a notícia não é tão animadora. A "imunidadefábrica de IA" agora.
Rumores indicam que o lançamento das placas RTX 50 SUPER pode ter sido adiado em vários meses por falta de memória GDDR disponível no mercado. Além disso, fala-se até na reintrodução da guerreira RTX 3060 no mercado para preencher lacunas de estoque, provando que, para o consumidor final, a crise ainda é uma realidade dura.
Até mesmo a Samsung, que é uma das três maiores fabricantes de memória do mundo, disse que nenhuma empresa está imune a escassez de DRAM, o que parece não ser o caso da empresa liderada por Jensen Huang, e que é uma das que mais drenam esse componente direto da fábrica.