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Já ouviu falar de depressão pós-sexo? Ela existe e você deveria saber como identificá-la

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 24/11/2025 às 01:00 · Atualizado há 19 horas
Já ouviu falar de depressão pós-sexo? Ela existe e você deveria saber como identificá-la
Foto: Reprodução / Arquivo

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A relação sexual costuma ser sinônimo de prazer, mas nem todas as pessoas experimentam sentimentos positivos posteriormente a prática sexual. A depressão pós-sexo pode trazer emoções uma vez que tristeza, raiva, sofreguidão e sensação de vazio, mesmo que a relação tenha sido prazerosa e consensual.

Também conhecida uma vez que disforia pós-coito (DPC), esse transtorno acomete homens e mulheres e secção considerável das pessoas já passaram por ela pelo menos uma vez na vida. 

Uma das causas mais comuns se deve à liberação de hormônios uma vez que dopamina e ocitocina que acontecem durante o orgasmo. Embora esses hormônios tragam sensações positivas, há uma queda posteriormente a relação sexual, o que pode ocasionar esse efeito rebote. No entanto, existem outros motivos que podem desencadear a depressão pós-sexo.

O que é a depressão pós-sexo?

Mulheres costumam relatar mais crises de pranto do que homens numa situação de depressão pós sexo. (Reprodução: Solving Healthcare/Unsplash)

Entendendo a disforia pós-coito

A depressão pós-sexo pode ocorrer tanto com homens, quanto com mulheres. Por questões sociais e culturais de tabu em relação ao sexo e prazer feminino, mulheres costumam se sentir menos à vontade para falar uma vez que se sentem durante os sintomas causados pela disforia.

Estresse, baixa autoestima, traumas de puerícia ou relacionados ao sexo, transtornos psicológicos e emoções reprimidas estão entre as principais causas da disforia, que é uma quesito de saúde multifatorial.

Uma vez que o nome sugere, a disforia é o oposto de euforia — um estado de ânimo e plenitude fora do habitual — e se caracteriza uma vez que uma sensação de vazio e de desencaixe. Além das reações já citadas, algumas pessoas também podem testar crises de pranto, sentir vergonha ou culpa por ter praticado a relação sexual.

Em procura de desvendar outros sintomas que surgem posteriormente esse momento íntimo, pesquisadores da Universidade de Surrey, na Inglaterra, realizaram um estudo para investigar justamente a abrangência de sentimentos inexplicáveis que ocorrem posteriormente a atividade sexual. O estudo foi publicado no The Journal Of Sexual Medicine.

Dados do estudo

Neste estudo foram entrevistadas 223 mulheres e 76 homens que responderam a um questionário online contendo uma lista de 21 sintomas e um conjunto de perguntas adicionais. Os números surpreendem. Ou nos faz crer que a depressão pós-sexo é um tanto mais geral do que imaginamos.

Homem sentado na cama com as mãos na cabeça enquanto mulher está deitada ao fundo
Homens costumam relatar infelicidade e falta de vigor em uma situação de depressão pós-sexo, independente se o orgasmo se deu por onanismo ou relação sexual. (Imagem: Oakland Images/Shutterstock)

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De todos os participantes, 91,9% relataram qualquer sintoma pós-sexo no último mês e 94,3% desde o início da atividade sexual. Os sintomas mais comuns em mulheres foram alterações de humor e tristeza, enquanto em homens foram infelicidade e baixa vigor. 

Homens e mulheres diferiram na frequência dos sintomas pós-coito experimentados desde o início da atividade sexual, com as mulheres relatando mais tristeza, alterações de humor, frustração e sentimentos de inutilidade”, relata o estudo. 

A depressão pós-sexo também pode se manifestar em diferentes momentos e situações. Para 73,5% dos entrevistados, os sintomas pós-sexo estavam presentes posteriormente relação sexual consensual, para 41,9% posteriormente atividade sexual em universal e para 46,6% também posteriormente a onanismo. 

Uma parcela dos participantes sentiu qualquer desconforto emocional unicamente quando conseguiam chegar ao vértice. Quase 34% disseram que experimentaram os sintomas unicamente posteriormente o orgasmo.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Pádua, na Itália, também investigou o tema. Para isso, entrevistaram 202 pessoas sexualmente ativas — 149 mulheres e 53 homens — com idades entre 18 e 75 anos. E destacou um sintoma prevalente entre as mulheres. 

Os resultados mostraram que 48,3% do grupo feminino afirmou ter pranteado pelo menos uma vez posteriormente a relação sexual, enquanto unicamente 5,7% do grupo masculino relatou o mesmo. 

Outro estudo, desta vez realizado por pesquisadores da Escola de Psicologia da Universidade de Queensland, na Austrália, focou no sexo masculino, entrevistando 1.208 homens por meio de um questionário online anônimo.

Conversar com o parceiro é um das alternativas pra mitigar as sensações negativas numa situação de depressão pós-sexo. (Imagem: Shutterstock/Prostock-studio)

Do totalidade da modelo, 41% dos homens relataram ter testado a depressão pós-sexo em qualquer momento da vida. Já 20,2% disseram ter sentido a disforia no último mês, enquanto que 4% relataram ter sensações e sentimentos negativos posteriormente a prática sexual regularmente. 

Homens em situação de transtorno mental, uma vez que depressão e sofreguidão, estão mais propensos a testar sentimentos negativos posteriormente uma relação sexual, muito uma vez que traumas passados, segundo os psicólogos que realizaram a pesquisa. “A DPC foi associada a sofrimento psicológico atual, injúria sexual na puerícia e diversas disfunções sexuais”, alerta o estudo. 

Uma vez que podemos observar, a depressão pós-sexo é mais do geral do que se imagina e pode descompor homens e mulheres em diversas fases da vida. Em alguns casos, são episódios pontuais que carecem unicamente de cuidados imediatos para mitigar as sensações desagradáveis. 

O que você pode fazer

É provável conversar com o parceiro ou alguém de crédito sobre os sentimentos que vieram posteriormente a relação sexual, ou, se preferível, recorrer à escrita terapia. Isso porque ortografar sobre as sensações sentidas é uma forma de dar vazão aos sentimentos, desafogar a mente, reconhecer padrões e ter outra perspectiva sobre o tema. 

No entanto, caso a depressão pós-sexo seja recorrente, é principal buscar ajuda de um profissional de saúde, uma vez que um psicólogo, por exemplo, para investigar as causas da disforia. A prática sexual deve ser um momento de prazer e bem-estar, trazendo efeitos positivos tanto para saúde física quanto mental; quando o oposto ocorrer, o quadro precisa ser investigado.

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