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Financiamento climático foca em energia e deixa floresta de lado

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 18/11/2025 às 07:00 · Atualizado há 4 dias
Financiamento climático foca em energia e deixa floresta de lado
Foto: Reprodução / Arquivo

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A expansão da robustez solar contribuiu para a maior segmento dos investimentos climáticos no Brasil entre 2019 e 2023. No período, o financiamento do setor passou de US$ 9,5 bilhões (R$ 50,6 bilhões) para US$ 22,4 bilhões (R$ 119,3 bilhões).

Ao mesmo tempo, o setor de florestas recebeu exclusivamente 1% do totalidade de recursos climáticos, passando de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,9 bilhões) em 2019 para US$ 254 milhões (R$ 1,3 bilhão) em 2023.

“O inferior investimento no setor de florestas revela uma vez que o papel delas na agenda do clima ainda é uma oportunidade subaproveitada. Para continuar no combate às mudanças climáticas, as florestas precisam ser compreendidas uma vez que ativos centrais”, afirma Juliano Assunção, diretor-executivo do Climate Policy Initiative/PUC-Rio, responsável pela divulgação do relatório no contexto da COP30.

O financiamento climatológico no Brasil mais do que dobrou entre 2019 e 2023, alcançando US$ 67,8 bilhões (R$ 361,2 bilhões). Na COP29, negociadores se comprometeram a mobilizar US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhões) até 2035, apesar de as estimativas apontarem para a premência de US$ 1,3 trilhão (R$ 6,9 trilhões) para prometer ações concretas nos países em desenvolvimento. 

Setor de florestas recebeu exclusivamente 1% do totalidade de recursos climáticos entre 2019 e 2023 (Imagem: JarnoVerdonk/iStock)

No Brasil, além do setor de robustez, o financiamento climatológico também tem tido destaque na agropecuária e outros usos da terreno: passou de US$ 14,9 bilhões (R$ 79 bilhões) para US$ 28 bilhões (R$ 149 bilhões) em três anos.

O prolongamento foi motivado pelo grande investimento em culturas sustentáveis, agrossilvicultura e pecuária. O crédito rústico desempenado ao clima e equity foram os principais instrumentos financeiros (71%).

De onde vem o moeda?

Fontes domésticas tanto públicas quanto privadas foram responsáveis por 90% do financiamento totalidade mapeado entre 2019 e 2023. A proporção entre recursos domésticos e internacionais segue o padrão observado em outros países do BRICS, uma vez que Índia e África do Sul, segundo o relatório.

Fontes privadas foram responsáveis por mais de 2/3 do totalidade mapeado, somando US$ 45,1 bilhões (R$ 240 bilhões). Dentre elas, destacam-se instituições financeiras comerciais (US$ 23,5 bilhões ou R$ 125 bilhões), domicílios/indivíduos (US$ 11,3 bilhões ou R$ 60,2 bilhões) e empresas (US$ 10,2 bilhões ou R$ 54,3 bilhões). 

No caso do financiamento público, o governo federalista e o BNDES foram as principais fontes, tendo fornecido ¾ do financiamento em 2022/23. Nesse biênio, o BNDES liderou o financiamento, desembolsando US$ 7,2 bilhões (R$ 38,3 bilhões), predominantemente para empréstimos de inferior dispêndio e crédito rústico desempenado ao clima. 

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BNDES liderou o financiamento público com empréstimos de inferior dispêndio e crédito rústico desempenado ao clima (Imagem: alffoto/iStock)

O governo federalista forneceu uma média de US$ 6,6 bilhões no mesmo período, dividido entre gastos públicos com o clima e crédito rústico desempenado ao clima. Entre 2019-2023, o Executivo mais que dobrou o financiamento para o clima. O prolongamento foi impulsionado tanto por investimento específico em clima quanto pelo crédito rústico desempenado ao clima. 

“A proporção observada entre financiamento doméstico e internacional mostra o progressão na agenda do clima pátrio e, ao mesmo tempo, a carência de estruturas internacionais para mourejar com a crise climática da maneira necessária. Um mundo que se preocupa com o clima deve investir no Brasil. Na carência de ação internacional, grande segmento da ação climática tem ocorrido em nível pátrio”, explica Assunção.  

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Mitigação climática

O relatório também mostra que 79% do totalidade do financiamento climatológico foi talhado à mitigação climática, refletindo o grande soberania dos investimentos em sistemas energéticos e lavoura sustentável.

No entanto, exclusivamente 7% foram destinados à ação de adaptação. Já o financiamento para perdas e danos, apesar de simbolizar 3% do financiamento, aumentou exponencialmente durante o período analisado. 

Já o financiamento talhado a objetivos duplos somaram 11%, sendo a maioria para projetos de Agropecuária, Florestas e Outros Usos da Terreno (AFOLU) e de chuva e saneamento. A maior segmento dos investimentos do BNDES gerou benefícios climáticos duplos, mostrando sinergias no setor de chuva e saneamento entre mitigação (emissões de metano) e adaptação (aproximação à chuva potável e saneamento). 

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Mapeamento fornece uma uma risco de base para escoltar investimentos alinhados a objetivos climáticos (Imagem: WANAN YOSSINGKUM/iStock)

“Considerando os crescentes riscos climáticos enfrentados pelo Brasil e a incidência cada vez mais frequente de eventos climáticos extremos, observamos um investimento mínimo em adaptação climática. No caso de perdas e danos, observamos o dispêndio da inação. Saímos de US$ 0,2 bilhão em 2019 para US$ 2,2 bilhões em 2023. E em 2024, em razão da catástrofe no Rio Grande do Sul, atingimos US$ 8,1 bilhões”, destaca Assunção.  

O estudo segmento da metodologia do Climate Policy Initiative Global que mapeia financiamento climatológico em todo mundo há mais de 10 anos. O objetivo do mapeamento é fornecer uma risco de base para escoltar os investimentos alinhados a objetivos climáticos nos próximos anos. A versão completa do relatório será lançada em seguida a COP30.  

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