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Em 2032, a Terra poderá presenciar uma chuva de meteoros sem precedentes

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 14/11/2025 às 06:45 · Atualizado há 1 dia
Em 2032, a Terra poderá presenciar uma chuva de meteoros sem precedentes
Foto: Reprodução / Arquivo

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O final de 2032 pode reservar um evento astronômico sem precedentes. O asteroide 2024 YR4, uma rocha espacial de murado de 60 metros, deixou astrônomos em alerta no ano pretérito devido a uma pequena chance de colisão com a Terreno. Felizmente, novos cálculos praticamente descartaram o risco para o nosso planeta, mas trouxeram uma reviravolta digna de filme: o objectivo agora pode ser a Lua, conforme relatado pelo NewScientist.

Se as previsões se confirmarem, o impacto do asteroide na superfície lunar liberaria uma quantidade imensa de detritos no espaço. Esse material ejetado viajaria em direção à Terreno, criando uma chuva de meteoros sintético muito mais intensa do que as que estamos acostumados a ver anualmente. O fenômeno, que poderia ocorrer por volta de 22 de dezembro de 2032, transformaria o firmamento noturno em um show de luzes, mas também traria preocupações inéditas para a tecnologia em trajectória.

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Asteroide 2024 YR4, o”Matador de Cidades”, pode assestar a Lua

Uma visualização dramática do asteroide 2024 YR4 atravessando o espaço em direção à Lua, com a Terreno visível ao fundo. Imagem gerada por lucidez sintético / Shutterstock

Desvelado no final de 2024, o asteroide 2024 YR4 ganhou o sobrenome terrífico de “matador de cidades” (city-killer) devido ao seu potencial destrutivo caso atingisse uma espaço habitada. No entanto, observações recentes feitas com o Telescópio Espacial James Webb refinaram sua trajectória. Embora a Terreno esteja a salvo, a NASA calcula agora uma chance de aproximadamente 4,3% de que a rocha atinja a Lua.

Pode parecer uma verosimilhança baixa, mas em termos astronômicos é um risco considerável. Segundo um estudo liderado pelo professor de física Paul Wiegert, o impacto liberaria uma pujança equivalente a 6,5 megatons de TNT. Isso seria suficiente para produzir uma novidade cratera de um quilômetro no nosso satélite e lançar toneladas de material lunar ao espaço, um pouco que não acontece nessa graduação há murado de 5.000 anos.

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Chuva de meteoros traria risco tecnológico

Para quem estiver no solo olhando para cima, o resultado seria fascinante. Os detritos lunares, ao entrarem na atmosfera terrestre, queimariam uma vez que estrelas cadentes, criando uma chuva de meteoros potencialmente espetacular. No entanto, o que é venustidade para os observadores é um pesadelo para os engenheiros espaciais.

Chuva de meteoros Oriônidas fotografada em outubro de 2017 sobre o vulcão Wulan Hada na Mongólia Interno, China. Crédito: Lu Shupei via APOD NASA

A nuvem de poeira e rochas gerada pelo impacto aumentaria drasticamente a quantidade de partículas na trajectória baixa da Terreno. Estima-se que o fluxo de meteoroides poderia ser de 10 a 1.000 vezes maior que o normal, representando um risco sério para a “saúde” de satélites ativos e estações espaciais. O cenário é tão multíplice que agências espaciais já consideram planos de resguardo planetária, não para salvar a Terreno, mas para desviar o asteroide e proteger a Lua (e nossos satélites) dessa colisão.

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