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Como o universo vai acabar? O que a ciência sabe

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 30/11/2025 às 14:06 · Atualizado há 2 dias
Como o universo vai acabar? O que a ciência sabe
Foto: Reprodução / Arquivo

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O rumo do cosmos ainda é incerto, mas os cientistas entendem que ele deve continuar existindo por um período que ultrapassa qualquer graduação imaginável para a humanidade. Mesmo assim, estudar a evolução do universo ajuda a projetar cenários possíveis para o horizonte distante.

O universo, explica Stephen DiKerby, pesquisador de pós-doutorado em Física e Astronomia na Michigan State University, em um cláusula publicado no The Conversation, surgiu há muro de 14 bilhões de anos em uma expansão rápida conhecida porquê Big Bang, evoluindo de um gás difuso para um conjunto multíplice de estrelas e galáxias que continuam mudando ao longo do tempo.

O universo surgiu há muro de 14 bilhões de anos com o Big Bang (Imagem: Quality Stock Arts / Shutterstock.com)

Porquê cientistas tentam prever o horizonte do cosmos

As previsões sobre o rumo do universo partem de observações de galáxias distantes e do ciclo de vida das estrelas. Esses dados permitem traçar tendências de longo prazo, ainda que pesquisadores ressaltem os limites desse tipo de projeção.

No cláusula, DiKerby lembra que “prever o horizonte do universo por meio da extensão do que observamos hoje é extrapolação”, e que esse método pode falhar caso surjam fenômenos inesperados. A interpolação — conectar informações já confirmadas — oferece projeções mais seguras, mas também restritas.

Com o conhecimento atual, é provável prezar o comportamento do universo pelos próximos bilhões de anos. Em escalas ainda maiores, porém, as previsões se tornam mais incertas.

O que deve intercorrer com as estrelas

O Sol ainda deve fulgurar por bilhões de anos. Ele está aproximadamente na metade de sua vida, estimada em 10 bilhões de anos. Estrelas maiores e mais quentes duram menos; as menores e mais frias podem subsistir por trilhões de anos.

Estima-se que a vida do nosso Sol está aproximadamente na metade (Imagem: muratart / Shutterstock.com)

Em algumas galáxias, o gás necessário para formar novas estrelas está se esgotando. Quando a formação estelar cessa, as estrelas mais massivas explodem porquê supernovas. Bilhões de anos depois, estrelas médias porquê o Sol ejetam suas camadas externas, e as pequenas estrelas vermelhas seguem brilhando de forma modesta, até perderem luminosidade.

Com o passar de trilhões de anos, até mesmo essas anãs vermelhas desaparecerão, tornando o universo gradualmente mais escuro.

Porquê as galáxias devem evoluir

Galáxias crescem ao incorporar outras menores, processo que continuará no horizonte. Em grandes aglomerados, centenas delas migram para um núcleo generalidade, onde ocorrem fusões que desfazem estruturas espirais e dão origem a galáxias elípticas.

Assim, tende a ter menos galáxias espirais ao longo do tempo. A Via Láctea e Andrômeda, por exemplo, devem se fundir daqui a alguns bilhões de anos. Apesar da graduação envolvida, as estrelas não colidem, pois estão separadas por grandes distâncias.

Com a repetição desse processo, cada grupo galáctico deve se transformar em uma única estrutura elíptica gigante.

Via Láctea deve se fundir com a galáxia Andrômeda em alguns bilhões de anos (Imagem: Vadim Sadovski / Shutterstock.com)

A expansão iniciada pelo Big Bang continua em curso. A sisudez da material tende a frear esse movimento, mas observações recentes sugerem que a vontade escura acelera a expansão.

DiKerby usa uma verificação simples ao explicar esse processo: “porquê passas se separando em uma volume que cresce”. Se essa aceleração persistir, galáxias distantes ficarão tão longe que não poderão mais ser observadas.

Nesse cenário, cada grande aglomeração galáctica se torna uma “ilhéu” isolada, cercada por um vazio crescente.

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Um horizonte cada vez mais escuro

O cenário mais aceito hoje indica que:

  • a formação de novas estrelas deve chegar ao termo;
  • grupos de galáxias tendem a se fundir em grandes galáxias elípticas;
  • a expansão acelerada isolará cada conjunto de galáxias do restante do universo.

O resultado é um cosmos que permanece, mas que se torna gradualmente mais escuro e soturno ao longo de trilhões de anos.

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