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Big techs planejam gastar US$ 600 bilhões na ‘corrida da IA’ em 2026 e deixam investidores

Um pacote planejado de US$ 600 bilhões em gastos com inteligência artificial por grandes empresas de tecnologia em 2026 aumentou a preocupação dos investidor...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/02/2026 às 09:53 · Atualizado há 1 semana
Big techs planejam gastar US$ 600 bilhões na ‘corrida da IA’ em 2026 e deixam investidores
Foto: Reprodução / Arquivo

Um pacote planejado de US$ 600 bilhões em gastos com inteligência artificial por grandes empresas de tecnologia em 2026 aumentou a preocupação dos investidores.

As ações da Amazon, que havia anunciado US$ 200 bilhões em investimentos, caíram mais de 5% na sexta-feira (6).

Já a Alphabet, dona do Google, recuou 2,51% após informar, na última quarta-feira, que seus gastos podem dobrar neste ano.

Outras gigantes de tecnologia, porém, fecharam em alta: a Nvidia subiu 7,87%, a Microsoft avançou 1,90% e a Tesla ganhou 3,50%.

Para especialistas, o mercado entende que a tese de investimento na expansão da IA — e a forma como esses lucros foram antecipados por muitos e muitos anos — ficou cara demais.

Um homem trabalha no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos. — Foto: Jeenah Moon/Reuters

Um pacote de US$ 600 bilhões em gastos com inteligência artificial, planejado por grandes empresas de tecnologia para 2026, aumentou a preocupação dos investidores. Eles analisam os efeitos sobre a rentabilidade e uma possível ameaça ao futuro das empresas de software.

As ações da Amazon, que havia anunciado US$ 200 bilhões em investimentos, caíram mais de 5% na sexta-feira (6). Já a Alphabet, dona do Google, recuou 2,51% após informar, na última quarta-feira, que seus gastos podem dobrar neste ano. A Meta Platforms caiu 1,31%.

Outras gigantes de tecnologia, porém, fecharam em alta: a Nvidia subiu 7,87%, a Microsoft avançou 1,90% e a Tesla ganhou 3,50%. O índice de referência S&P 500 subiu 1,97%, enquanto o Nasdaq avançou 2,18%, embora ambos tenham encerrado a semana em queda.

Não é que essa tese tenha acabado, mas ela ficou cara demais ao antecipar receitas futuras sem considerar adequadamente os riscos. Por isso, trata-se de um movimento de redução de exposição

— acrescentou.

Enquanto isso, as ações de empresas de análise de dados seguiram sob pressão, diante do receio de que novos modelos avançados de IA representem uma ameaça a seus negócios.

A canadense Thomson Reuters, que sofreu uma queda recorde em um único dia no início da semana, recuou 0,64%. Já as ações da RELX, listada em Londres, caíram 4,6% e acumulavam perda de quase 17%, na pior semana desde 2020.

O índice S&P 500 de software e serviços caiu quase 8% na semana e perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde 28 de janeiro.

Não é apenas o retorno sobre o investimento que preocupa, mas também o risco de uma liderança de mercado muito concentrada, restrita a poucas empresas de grande valor de mercado

— acrescentou.

Uma forte venda de ações de empresas de software e de análise de dados foi provocada pelo lançamento de um novo plug-in do Claude, modelo de IA da Anthropic.

As ações do London Stock Exchange Group acumularam queda de quase 8% na semana — a segunda consecutiva de perdas expressivas.

A queda das ações mais expostas à inteligência artificial nesta semana pressionou os mercados acionários de forma mais ampla. O índice global da MSCI, que acompanha bolsas ao redor do mundo, recuou 0,14% no período.

A correção foi mais intensa na Índia, onde ações de exportadoras de software caíram mais 2% na sexta-feira, encerrando uma semana que eliminou US$ 22,5 bilhões em valor de mercado.

O nervosismo dos investidores com possíveis mudanças profundas provocadas pela IA coincide com uma tendência crescente de penalizar big techs que sinalizam gastos ainda maiores com a tecnologia.

A controladora do Google, Alphabet, também elevou seus planos de investimento na quinta-feira, o que levou suas ações a cair até 8% em determinado momento, embora tenham fechado o dia estáveis.

Tanto a Alphabet quanto a Amazon apresentaram desempenho operacional sólido, impulsionado por um crescimento em nuvem acima do esperado

— disse à Reuters Aarin Chiekrie, analista de ações da Hargreaves Lansdown.

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